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19 de jun. de 2013

Blog de Pacientes : Você tem um ?

Paciente com câncer de mama escreve em blog na fan Page do Hospital Albert Einstein
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O câncer de mama é o que causa mais mortes entre as mulheres em todo o mundo. De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa é que mais de 50 mil novos casos tenham sido diagnosticados no Brasil em 2012.  Este tipo da doença é temido pelas mulheres não só pela alta prevalência, mas também pelos efeitos físicos e psicológicos do tratamento.
 Apesar de ser mais comum após os 35 anos de idade, o câncer de mama pode se desenvolver em mulheres jovens. E foi o que aconteceu com Marcela Ribeiro, de 23 anos.
 Em dezembro de 2012, Marcela foi diagnosticada com câncer de mama. “Achei que o mundo estava acabando”, conta.  Ao iniciar seu tratamento, a jovem criou um blog para manter os familiares e amigos mais calmos, além de ter um local para desabafar.
 O caso da Marcela está entre a raridade, por ter apenas 23 anos.  Mesmo assim, ela soube ter maturidade para começar a enfrentar o tratamento. A ideia do blog surgiu a partir de um e-mail que escreveu a todos que tinham demonstrado solidariedade e carinho por ela. Este fato aconteceu em seu primeiro dia de quimioterapia. O e-mail circulou tanto que ela resolveu continuar escrevendo sobre a doença.

O departamento de Mídias Digitais do Hospital identificou o blog por meio do monitoramento na internet e a convidou para escrever em um blog dentro da fan Page do Hospital, chamado “Eu, Paciente”. Com pouco mais de um mês no ar já são mais de 4.000 acessos por mês, o que deixa a Marcela feliz. “Foi uma surpresa muito grande para mim, quando o Einstein me chamou. Eu acreditava que apenas entravam ali no blog alguns amigos e familiares. Saber que uma pessoa que eu nunca tinha nem visto estava lendo aquilo que eu escrevi, e ainda mais, que essa pessoa estava interessada em ler mais, foi muito legal! Eu li muitos blogs de pacientes quando recebi o diagnostico (e leio ate hoje) e eles me ajudaram bastante, então o convite soou pra mim como uma forma de retribuir a todas essas pessoas.”, afirma Marcela sobre o convite. 

Além de ser um espaço para que Marcela compartilhe a rotina do seu tratamento, o blog é um espaço para ajudar aquelas que passam por situações parecidas com a de Marcela, além de instruir mulheres de todas as idades a fazerem o exame de mama. Para aquelas que estão passando pela mesma situação, ela deixa uma mensagem: O primeiro recado de todos é CALMA! O mundo não acabou. Se desesperar, ou sentir pena de si mesmo não vai levar a lugar nenhum. Chora o que tem para chorar, tenha a raiva que tiver pra ter, mas depois lava o rosto, sacode a poeira e bola pra frente. A vida continua, e quando todo este processo chegar ao fim eu e você vamos ter uma historia e tanto pra contar!


 [+] Sobre Hospital Israelita Albert Einstein -  O Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) é um dos mais conceituados da América Latina, por acreditar que seu trabalho não é tratar doenças, mas cuidar de pessoas. Capaz de atender a todas as demandas da cadeia de valor de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação da saúde, o Einstein destaca-se pelo seu desempenho em procedimentos de alta complexidade.

22 de abr. de 2011

serie superação : 0003 Adriana Macias e Marie Curie


DESTAQUES: SUPERAÇÃO E MARIE CURIE

Superação com os pés – ( Câmera Record/Tv Record) -uma mexicana de Guadalajara, de 32 anos, que vive normalmente sem os braços. Ela usa somente os pés para todas as atividades de seu cotidiano. É Adriana Macias, advogada e escritora. Uma história impressionante, de superação. Reportagem do jornalista brasileiro Michael Keller mostrando todas as atividades de Adriana, que nasceu sem os braços e foi aprendendo que os pés seriam o seu recurso. Ela faz tudo com os pés: maquiagem, coloca linha na agulha, costura, prepara o café. Tudo sem auxílio de ninguém. Adriana dá palestras motivacionais por todo o México. Ela é autora dos livros “Abraçar o Sucesso” (Abrazar el Éxito) e recentemente “A Força de Um Guerreiro” (La Fuerza de um Guerrero).



ADRIANA MACIAS
Guadalajara viu crescer uma mulher que nasceu sem os braços, mas que se transformou em um exemplo para todo mundo que se queixa das suas pequenas imperfeições. Adriana Macias tem 32 anos e desde pequena sonhava com que um dia ela teria braços como os outros. Ao entender que seu corpo seria mesmo assim, ela transformou sua incapacidade no seu principal valor.
Ela se penteia, cozinha e até dirige o carro só com os pés. Além disso, já escreveu dois livros sobre superação pessoal e dá conferências no mundo todo. Hoje ela agradece à vida pela sua condição, pois, além de uma vida exemplar, esta a levou a conhecer o amor. O que para muitos seria um motivo de infelicidade, para ela é a razão da sua vida.



O perfil de Marie Curie – ( GLOBO CIÊNCIA/REDE GLOBO) – a vida e a obra de Marie Curie, uma mulher muita à frente de seu tempo. Ela foi a primeira cientista a receber dois Prêmios Nobel por seus estudos em radioatividade. Além das descobertas de Marie Curie, o programa mostra as aplicações de radioatividade em nosso dia a dia. O apresentador Alexandre Henderseon inicia o programa no Instituto Nacional do Câncer – INCA, mostrando um aparelho de radioterapia utilizado no tratamento de câncer. E aproveita para contar a tragédia de Goiânia com o Césio 137, localizado em um aparelho de radioterapia abandonado em ferro velho, provocando o maior acidente radioativo do Brasil.


Mais informações: Câmera Record - http://www.rederecord.com.br/programas/camerarecord/
Globo Ciência – http://redeglobo.globo.com/


19 de abr. de 2011

Sexualidade da pessoa com deficiência

Sexualidade da pessoa com deficiência: "
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Na Unidade Curricular de Opção que está organizada por diferentes Módulos Temáticos optei pelo Módulo de Sexualidade da Pessoa com Deficiência, por ser um tema interessante e que para além de muito se explanar sobre ele, ainda é visto como um tabu.
Apesar de alguns avanços nesta temática, a sexualidade ainda é pouco discutida, quer nas escolas, hospitais, famílias e até na imprensa. E isto não é por simples preconceito, é mais o “mundo” não ter ainda capacidade de entender que muitos dos deficientes também se apaixonam, têm desejos e podem ter vida sexual.
A sexualidade continua, assim, a ser um tema bastante complexo. E quando se fala em sexualidade de pessoas com deficiência, o tema ainda se torna mais delicado, pois até à pouco tempo enfatizava-se a atenção na patologia e na deficiência com que a pessoa iria ficar e não se via a pessoa como um todo, que apesar de ser deficiente continua a ser pessoa com necessidades para as quais procura respostas adequadas.
Esta nova maneira de ver a pessoa com deficiência exige um redireccionamento dos serviços educacionais e terapêuticos. Devemos escutar estes doentes sobre o que eles sabem sobre a sexualidade e como é que eles lidam com a corporalidade, reprodução, valores comportamentais afectivos e sexuais, para os podermos ajudar a ultrapassar estas barreiras, encaminhando-os no sentido da sua autonomia com vista a uma reintegração sócio-familiar o melhor possível.
GRECO (2000, p. 647) diz-nos que: “O conceito de sexualidade humana engloba a forma como se pensa, sente e actua como um ser sexuado, necessidades e impulsos, expressões de virilidade ou de feminilidade, papéis associados aos géneros, interacções com os outros, identidade e desenvolvimento e funcionamento corporais.”
Esta autora diz-nos também que: “A palavra sexualidade diz respeito a todos os aspectos do ser sexual, incluindo as dimensões biológica, física, psicossocial e comportamental. Os factores biológicos controlam grandemente o desenvolvimento sexual, desde a concepção até ao nascimento, a capacidade de reprodução após a puberdade e algumas diferenças no comportamento e produzem respostas físicas como as dos órgãos sexuais ou o aumento da frequência cardíaca.
O lado físico da sexualidade afecta o desejo e o funcionamento sexual e pode afectar a satisfação sexual. A dimensão psicossocial, o sentido de identificação com o género, é formada através das informações e atitudes transmitidas pelos pais, colegas, professores e pela sociedade. Uma vez que o comportamento sexual é o produto de forças biológicas e psicossociais, orienta a razão e o modo de agir das pessoas e não o que fazem. Em última instância, a sexualidade de cada um é construída sobre a imagem corporal e autoconceito.” (p. 647)
A sexualidade humana é assim, parte integrante e vital do ser humano, tendo influência a interacção entre a pessoa e as componentes biológicas, culturais, educativas e sociais onde se encontra integrado.
Já THELAN (1993, p. 966) refere que: “A sexualidade é a expressão e a experiência individual e única do self sexual e erótico. È uma experiência global, que envolve corpo e espírito; faz parte do carácter da pessoa, também designado por personalidade. Expressar-se sexualmente, significa definir quem se é, e o que se sente, tanto de uma forma básica, como de uma forma mais profunda. A sexualidade é mais do que o reflexo da técnica e perícia da relação sexual; faz parte das relações interpessoais para e com os outros, ao longo da vida.”
Ao longo da História do homem, a sexualidade tem desempenhado um papel importante. Se recuarmos até à época Judaico-cristã, esta não valoriza o prazer da sexualidade, porque esta só era importante dentro do casamento que deveria ser monogâmico e indissolúvel. Assim, na tradição Judaico-cristã o propósito da actividade sexual era a procriação e havia diferentes papéis sexuais para os homens e para as mulheres.
Com a época Vitoriana começa a falar-se na insatisfação feminina, porque esta época é caracterizada pela moral burguesa com duplo padrão, ou seja, os tinham possibilidade de manter actividades sexuais fora do casamento. Este duplo padrão era tolerado e admitido pelas mulheres mas, nunca mencionado.
No século XX com o avanço no desenvolvimento da ciência, com os movimentos sociais e políticos, bem com os movimentos de emancipação da mulher, existe uma revolução sexual que aponta algumas das metas para o século XXI, tais como a dissociação entre procriação e a sexualidade e o direito à felicidade individual e do casal. (Graça Santos, Apontamentos)
Em 1975 a Organização Mundial de Saúde definiu Saúde Sexual como sendo”Uma integração dos aspectos somáticos, emocionais, intelectuais e sociais do ser sexual, de uma forma positiva, enriquecedora e que fortalecem a personalidade, a comunicação e o amor.”
Para GRECO (2000, p. 647) “Nesta definição estão incluídos três princípios: (1) a capacidade de uma pessoa para ter prazer com o comportamento sexual e reprodutor, de acordo com a ética pessoal e social; (2) libertação do medo, culpa, vergonha e informações erradas – os quais impedem um relacionamento sexual e inibem a resposta sexual; e (3) ausência de doenças orgânicas e incapacidades que constituam barreiras às funções sexual e reprodutora.”
Para além de Saúde Sexual, nós como profissionais de saúde e futuros enfermeiros especialistas de reabilitação também devemos saber o que é a resposta sexual, para depois desmistificarmos algumas situações e assumirmos tanto o papel de conselheiro, com o de educador.
“A resposta sexual consiste num fenómeno nervoso complexo que envolve todas as sub- divisões do sistema nervoso, incluindo aquelas que regulam a actividade endócrina. Para que exista uma função sexual normal é necessário que o sistema esteja totalmente integro e capaz de manter o equilíbrio homeostático. O desejo psicológico também tem de estar presente, para que exista um desempenho sexual satisfatório.” (GRECO, 2000,p. 650)
Perante todos os mitos que existiram sobre a sexualidade (e que ainda hoje existem) tornou-se imperioso que alguém se interessasse por estes temas. Entre muitos, o método mais conhecido sobre bases da resposta sexual humana e sobre a base da terapia sexual é o de Marters & Jonhson. O método estudado por este casal identifica quatro fases no ciclo de resposta sexual.
A fase de excitação pode ser psicológica ou física. Ela começa quando a pessoa percebe no início estar a ser sexualmente estimulada. Quer os homens quer as mulheres apresentam aumento: no tonus muscular, na frequência cardíaca, na pressão arterial e na frequência respiratória. Se a estimulação continuar no homem ocorre a erecção do pénis; na mulher a lubrificação vaginal começa com a continuação da estimulação. Se os estímulos cessarem, a fase seguinte não ocorrerá e o organismo volta ao estado inicial. Se a estimulação sexual entretanto continuar, a segunda fase começa.
A fase de platô (segunda fase) prolonga-se desde o términos da excitação até ao começo do orgasmo. Devido a influências neurovasculares, ocorre a congestão dos órgãos sexuais principais. Se a estimulação foi ineficaz ou cessar, o corpo mostrará uma redução gradual dos fenómenos fisiológicos que fazem parte desta fase. Com a continuação da estimulação eficaz começará a terceira fase.
O orgasmo é a terceira fase. Se não ocorrer desconforto psicológico ou físico, a pessoa progredirá através de um ou mais orgasmos. O orgasmo, normalmente dura 30 a 60 segundos, mas pode ir de alguns segundos até vários minutos. Mais frequentemente o homem ejacula durante o orgasmo e tem consciência de uma contracção rítmica dos seus músculos perineais. As mulheres também experimentam contracções rítmicas dos músculos pubococcígeos, e em ambos os sexos a contracção do esfíncter anal ocorre em sintonia com as contracções do assoalho pélvico. Imediatamente após o orgasmo, começa um período refractário durante o qual mesmo que haja estimulação não haverá excitação sexual adicional. A fase refractária pode demorar de minutos a dias, dependendo de factores tais como a idade e a intensidade da estimulação sexual. As mulheres têm curtos períodos refractários e podem ser multiorgasmicas.
A quarta fase é denominada fase de resolução. Nesta, o organismo retorna ao estado de pré-estimulação e relaxa.
A incapacidade de atingir o orgasmo é muitas vezes comparada à disfunção sexual. Contudo, como pode ser observado pela descrição do ciclo de resposta sexual (atrás descrito) pode ocorrer disfunção em qualquer fase do ciclo. Educar as pessoas acerca da sua fisiologia natural e quais as suas responsabilidades no ciclo de resposta sexual encorajando-os a terem conforto consigo mesmos e com a sua sexualidade. Este ensino pode ser terapêutico para as pessoas com ou sem incapacidades físicas. (COLE, 1994)
Uma pessoa pode passar de um estado “normal” da sua sexualidade para um estado dito “anormal” num abrir e fechar de olhos, pois face a um dano corporal irreversível torna essa pessoa “deficiente”. E numa pessoa com deficiência teremos de ter em atenção, que a nível das consequências fisiológicas que podem interferir na sexualidade, existem alguns aspectos que devemos estar pesquisar: efeitos gerais sobre o organismo (conferindo particular atenção às alterações neurológicas), impacto directo ou indirecto sobre a função genital, complicações secundárias, tipo de evolução, efeitos iatrogénicos e doenças concomitantes. (CARDOSO, 2003)
”No que concerne aos factores psicológicos susceptíveis de influenciarem a sexualidade do sujeito com deficiência física, principalmente quando esta foi adquirida, importa ter em conta: o tipo de estratégias mobilizadas no confronto com a perda ocorrida, as percepções de auto-estima, auto-conceito, auto-imagem corporal, auto-eficácia a auto-controlo; as perturbações depressivas e ansiosas; papéis de género; oportunidades de envolvimento sexual e reactividade do/a parceiro/a sexual.
Simultaneamente, não podemos negligenciar a influência dos aspectos sociais. A assunção, fortemente enraizada, da sexualidade na deficiência como uma ausência, emerge a partir do estereótipo de que o indivíduo deficiente é assexuado”. (CARDOSO, 2003, p. 504)
A presença de uma incapacidade física pode trazer desconforto e ansiedade no paciente e seus familiares. Para COLE (1994, p. 979) “a falta de disposição de um paciente para falar acerca da sexualidade não significa necessariamente desinteresse. A falta de disposição pode significar que o paciente está ansioso ou temeroso sobre as implicações sexuais da incapacidade física. (…) O grau ao qual uma incapacidade física provoca deficiência é relativo a cada situação e papel social. Nem todas as pessoas percebem a mesma incapacidade como particularmente determinadora de deficiência, especialmente no que se refere à sexualidade. Uma condição física que não é necessariamente incapacitante ou provocadora de deficiência pode assim se tornar devido à estigmatização social.”
Daí ser importante por parte dos médicos e enfermeiros fazer uma boa avaliação da disfunção sexual e estabelecer-se objectivos de intervenção seleccionando-se as modalidades terapêuticas mais eficazes. Existem algumas modalidades terapêuticas em que os médicos se podem basear para avaliar a disfunção sexual dos pacientes, mas o mais utilizado é o Modelo Plissit. Este modelo foi sugerido por Annon em 1976 e é baseado em quatro níveis:
Nível I – Permissão – é o nível no qual o médico gera uma atitude na qual a pessoa com incapacidade sente permissão para expressar e discutir preocupações sexuais, tais como: sentimentos de culpa face ao prazer sexual, masturbação vivenciada como prática inadequada quando existe parceiro sexual e práticas de sexo oral ou anal experimentadas de forma ambivalente (prazer /contra-natura).
A ideia aqui é de facto informar, assegurar ou desculpabilizar sentimentos de culpa ou dúvidas. O doente sente que tem menos poder que o técnico e isso advém do reconhecimento do técnico, do seu saber específico, como detentor do saber para haver melhorias na qualidade de vida por parte do sujeito.
Nível II – Informação Limitada – transmissão de informação clara e concisa sobre determinados aspectos da relação sexual humana, assim como esclarecimento de mitos ou de crenças. Estes esclarecimentos podem ser, entre outros, acerca da importância da estimulação prévia ao coito, tamanhos dos genitais, orgasmos simultâneos e medos.
Nível III – Sugestões Específicas – este nível envolve uma filtragem dos dois níveis anteriores, remetendo para instruções terapêuticas articuladas de acordo com o quadro clínico. Sugerem-se técnicas de estimulação ou modificações comportamentais, com o objectivo de solucionar o problema colocado. Por exemplo: explicação do ciclo vicioso de ansiedade (estratégias de controlo), promoção de comunicação e assertividades sexuais, uso de técnicas de auto-exploração e auto-estimulação, utilização de posições sexuais mais compatíveis com determinados objectivos e estratégias de parar/recomeçar ou de compressão (ejaculação prematura).
Estes primeiros três níveis são designados por aconselhamento sexual e requer que o técnico esteja à vontade com a sua própria sexualidade, permitindo-lhe falar sobre o tema sem constrangimentos; que tenha conhecimentos básicos em sexologia clínica, designadamente sobre relação sexual humana e as perturbações; que utilizem linguagem clara, simples e adequada ao interlocutor. O enfermeiro, como técnico não especializado na área, pode e deve conseguir ir até este terceiro nível.
Nível IV – Terapia sexual – é o nível da terapia intensiva, que requer formação específica em sexologia clínica e treino em terapia sexual. (Jorge Cardoso – apontamentos)
Para COLE (1994,p.995/6) este quarto nível “é fornecido por profissionais que foram profundamente treinados em aconselhamento sexual e que também compreendem incapacidades físicas. A terapia intensiva muitas vezes envolve questões intra pessoais e psicológicas e frequentemente exige aconselhamento sobre relacionamento. Ele vai bem além do fornecimento de permissão, informação limitada ou mesmo sugestões específicas. Ele implica uma compreensão completa e treinamento em psicodinâmica, especialmente no que se relaciona com a sexualidade. Também implica uma compreensão completa das incapacidades físicas, reabilitação médica e reacções pessoais e da família à incapacidade no ambiente de reabilitação.”
Daí que, a reabilitação sexual do deficiente deverá constituir uma das áreas a desenvolver nos programas de reabilitação, contrariando a ideia de que estes estão direccionados para a área funcional e do movimento (CARDOSO, 2003).
Este autor, considera que “a reabilitação sexual – que poderá contemplar patamares de informação, aconselhamento e/ou terapia sexual propriamente dita – deveria constituir uma das valências do programa reabitacional perspectivada (individualmente e/ou na companhia do parceiro sexual) para a promoção de uma nova atitude em relação à sexualidade e para uma redefinição criativa dos interesses iniciativas e comportamentos sexuais.” (…) “A readaptação sexual pós deficiência, depende em grande parte, do reconhecimento de que o envolvimento e a satisfação sexuais continuam a ser possíveis sem que a ênfase seja obrigatoriamente colocada no acto sexual enquanto coito.” (p.508)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Apontamentos das aulas do Módulo de Opção – Sexualidade da Pessoa com Deficiência, dadas pela Doutora Graça Santos, no âmbito do curso de Pós-licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação da Escola Superior de Enfermagem de Bissaya Barreto. Coimbra. Ano lectivo de 2006/2007.
Apontamentos das aulas do Módulo de Opção – Sexualidade da Pessoa com Deficiência, dadas pela Doutor Jorge Cardoso, no âmbito do curso de Pós-licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação da Escola Superior de Enfermagem de Bissaya Barreto. Coimbra. Ano lectivo de 2006/2007.
CARDOSO, Jorge – Sexualidade e Deficiência Física. In: FONSECA, Lígia; SOARES, Catarina; VAZ, Júlio Machado – A Sexologia – Perspectiva Multidisciplinar I. Quarteto Editora.2003.ISBN: 989-558-015-0.
COLE, Theodore M.; COLE, Sandra S. - Reabilitação de Problemas da Sexualidade nas Incapacidades Físicas. In: LEHMANN, Justus F. ; KOTTKE, Frederic J. – Tratado de Medicina Física e Reabilitação de Krusen. 4ª ed. Volume 2 São Paulo: Editora Manole. 1994.
GRECO, Susan B. – Educação e Aconselhamento Sexual. In: HOEMAN, Shirley – Enfermagem de Reabilitação. Aplicação e Processo. 2ª ed. Loures. Lusociência. 2000. ISBN: 972-8383-13-4.
THELAN, Lynne A.; e tal – Enfermagem em Cuidados Intensivos. Diagnóstico e Intervenção. Lusodidacta. 1993. ISBN: 972-95399-1-x.




fonte:http://www.nutrices.com/2011/04/sexualidade-da-pessoa-com-deficiencia.html
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3 de mar. de 2011

Serie superação:Nada é por acaso! Dudu no Papo Aberto |



Nada é por acaso! Dudu no Papo Aberto


Regina, Dudu e Gabriel Chalita no Programa Papo Aberto
Dia 28 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial das Doenças Raras. Ao todo, existem mais de 7.000 tipos delas, que atingem de 6% a 8% da população mundial. Destas, cerca de 80% é de origem genética. Mas existem ainda doenças raras de origem infecciosa e alérgica. Segundo o ex-presidente da SBGM (Sociedade Brasileira de Genética Médica), Salmo Raskin, anemia falciforme, distrofia muscular e autismo são, juntas a outras 12, os tipos de doenças raras que mais atingem os brasileiros.
Falta de conhecimento prejudica diagnóstico
Um dos grandes problemas para quem é portador de uma doença rara é o fato do diagnóstico ser tardio, muitas vezes devido à falta de conhecimento sobre a enfermidade, inclusive entre os médicos.
Ontem parecia mesmo que DEUS havia reservado um presente para mim por causa do dia das doenças raras e da minha luta para a divulgação delas. Fui convidado para ir ao Programa Papo Aberto com o Gabriel Chalita e tinha certeza que seria uma ótima chance de mostrar a todos que é possível ter uma doença genética rara, ter limitações e ao mesmo tempo lutar por algum objetivo particular e público. Detalhe: Gabriel Chalita nos chamou para falar sobre esse tema sem saber que era o dia Mundial das Doenças Raras.
Como a vida de um portador dessas doenças nunca é fácil, não seria tão fácil assim ir ao programa, não é? A chuva castigou São Paulo mais uma vez ontem. Era um ótimo dia para ficar em casa e dormir, mas tínhamos uma missão
Ficamos prontos cedo, pois o carro da produção do programa chegaria às 20:00h para nos pegar. O horário se aproximava e nada do motorista aparecer, somente a chuva estava ali presente e com muita intensidade. Não podemos nos esquecer dos muitos alagamentos por toda parte.
Meu tio teve que nos levar, não podíamos mais esperar o motorista. Um caminho simples, que deveria durar 30 minutos, demorou quase duas horas, cheguei ao Programa e só deu tempo de me sentar para começar.
Durante o caminho, em meio a tantos obstáculos, pensava no post do dia, da Juliana Paradela, que dizia que em meio à escuridão, temos que dar as mãos ao Pai que nos guiará. Era só confiar. Foi exatamente o que eu fiz.
Minha mãe e meu tio fizeram um caminho alternativo para chegar ao Programa e deu certo.
O programa foi muito importante para mim. Por causa da divulgação da doença, por causa do Gabriel Chalita, pela visibilidade, mas por ver o carinho imenso que meus amigos virtuais tem comigo e com essa luta pela vida que agora é de todos. Foram tantos recados carinhosos, motivando à vida, tantas orações. Não estamos mais sozinhos!
Outra alegria também foi ter conhecido pessoalmente a Adriana, a quem eu já ouvia, mas pude partilhar um pouco de sua história.
Neste post de hoje, quero dizer a todos vocês que a vida é maravilhosa, tem limitações, tem dores, obstáculos, enfim, tem muitos medos a serem enfrentados, mas faça como eu e a Juliana Paradela, dê a mão a DEUS e deixe que ELE conduza. Não sei do meu futuro, mas pra onde ELE me levar, é pra onde EU quero ir.
Uma das mensagens foi perguntando sobre dar palestras. Eu dou palestras sim, se quiser falar comigo, esse é o email: blogdudueamigos@hotmail.com
Ajude-nos nessa causa, você pode fazer isso: Coloque o post no seu facebook, mande pra todos os amigos do Orkut, email, divulgue muito! Reze por nós! Pronto, acredite, estará ajudando muito!
Abraços,
Dudu

retirado do blog:http://blogdodudueamigos.wordpress.com/2011/03/01/nada-e-por-acaso/

5 de fev. de 2011

serie superação 0002: Paraíba e a fuga de cerebros

Em reportagem do globo repórter desta sexta constatamos mais um capitulo da ilusão educação no Brasil...o que era pra ser a historia de sucesso de uma paraibana que se deu bem no exterior e consegui credibilidade na Espanha representa também a decadência do nosso sistema educacional que não suporta mais os seus estudantes ,que querem seguir um caminho baseado em pesquisa e crescimento profissional.

Então agora que temos muitos nas faculdades do Brasil com investimentos federais recentes...teremos nós retorno no futuro!? Acho que não ,pois o pais não oferece chances de evolução pra que se dedicou anos a se tornar mais culto e sonhava em construir um pais do futuro com tecnologias,pesquisa,ciência e informação!

Enfim..perdemos talentos,cérebros e futuro!? será que há do que se orgulhar??..




veja a reportagem abaixo!

Salamanca é uma das cidades universitárias mais importantes da Europa. Nela, uma pessoa muito especial abriu portas para nós. Pouquíssimas pessoas têm a chance de conhecer a sala, onde, uma vez por mês, se reúnem os 56 conselheiros, o reitor e todos os diretores da universidade. Nós só tivemos esse privilégio, porque fomos convidados pela representante dos alunos de mestrado e doutorado, uma voz muito importante nesse colegiado. Estamos falando de um metro e meio da mais valente mulher paraibana.
Vescijudith Fernandes Moreira, do Conselho de Governo da Universidade de Salamanca, conhecida como Vesci, trabalhou sete anos como advogada no Brasil. Ela chegou à cidade de Salamanca para fazer doutorado em 2008. “Vim com a cara e a coragem, porque não falava espanhol, estava 1sem bolsa, sem perspectiva de ganhar uma bolsa. Então, minha família deu todo apoio e aqui estou no último ano de doutorado”, revela.
Na fachada antiga da universidade, está uma lenda. Todo mundo tenta descobrir onde está um pequeno sapinho, no bordado de pedra. Quem encontrar, diz a tradição, será bem-sucedido. E, um dia, voltará a Salamanca. Vesci encontrou o sapinho logo que chegou na universidade.

“Eu sou a brasileira mais brasileira aqui em Salamanca. A Espanha me conquistou, porém eu já vim determinada para voltar para o meu país e levar para o meu país toda a experiência que eu adquiri aqui”, afirma.
Essa baixinha é fogo. Vai logo ficando amiga e sempre está pronta a ajudar. “Eu gosto de reivindicar pelos direitos de todos os estudantes e acredito que o jeito brasileiro mais espontâneo de ser ajuda muito”, diz a jovem.
Mas a brasileira não chegou só até os estudantes e à nossa equipe. Ela chegou até a família real espanhola. Os príncipes estiveram em Salamanca, para uma solenidade, e lá estava a Vesci. “A princesa é muito simpática. São pessoas muito acessíveis, parecem muito simples. Fiquei encantada com eles”, conta.
Ela conseguiu construir uma ponte quase impossível entre a Paraíba e Salamanca. “Não só eu, mas outros estudantes que já tiveram aqui começaram a construir essa ponte, não só da Paraíba, mas do Brasil”, ressalta.
 

20 de jan. de 2011

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