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5 de out. de 2012

World Alzheimer Report 2012 |Doença de Alzheimer : um estigma

World Alzheimer Report 2012 | Alzheimer's Disease International:
Relatório Mundial sobre Alzheimer 2012 revela que o estigma e a exclusão social são as principais barreiras para pessoas com demência e seus cuidadores

  • 75% das pessoas com demência e 64% dos familiares que cuidam delas acreditam que são feitas associações negativas àqueles diagnosticados com demência em seus países.
  • 40% das pessoas com demência relatam que foram evitadas ou tratadas de maneira diferente.
  • O relatório proporciona 10 recomendações chave para os governos e sociedades para a inclusão de pessoas com demência nas atividades do dia a dia.

O último Relatório Mundial sobre Alzheimer, intitulado Superando o estigma da demência, divulgado hoje pelaAlzheimer's Disease International (ADI) revela que quase uma em cada quatro pessoas com demência (24%) escondem ou ocultam seu diagnóstico, citando o estigma como o principal motivo. Além disso, 40% das pessoas com demência relatam que não são incluídas no dia a dia. O surpreendente é que quase duas de cada três pessoas com demência e seus cuidadores acreditam que falta entendimento sobre a demência em seus países.
O Relatório Mundial sobre Alzheimer 2012 proporciona 10 recomendações para possibilitar que os governos e sociedades superem o estigma, incluindo melhor educação pública, já que quase metade dos entrevistados indicaram a educação e conscientização como uma grande prioridade. Outro ponto chave é encorajar as pessoas com demência a compartilharem suas experiências e assegurar que sejam incluídas nas atividades do dia a dia.
Nicole Batsch, autora do Relatório Mundial sobre Alzheimer 2012, comenta: "O estigma continua sendo uma barreira para progredir em qualquer outra iniciativa sobre demência, como melhorar os cuidados e o apoio a pessoas com demência e aos familiares que cuidam delas, bem como fundos para pesquisas. O  Relatório sobre Alzheimer 2012 revela que as pessoas com demência e seus cuidadores se sentem marginalizados pela sociedade, e algumas vezes pelos próprios amigos e membros da família. Eles querem ser tratados como pessoas normais, com foco em suas habilidades, não em suas deficiências. Destacar essas questões ajudará a melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência e de seus cuidadores".
Marc Wortmann, diretor executivo da ADI, afirma: "A demência e o mal de Alzheimer continuam crescendo rapidamente devido ao envelhecimento da população mundial. A doença tem um grande impacto sobre as famílias atingidas, mas também afeta os sistemas de saúde e social devido aos custos econômicos. Os países não estão preparados e continuarão assim, a menos que superemos o estigma e aumentemos os esforços para proporcionar melhores cuidados às pessoas com demência e encontremos uma cura para o futuro".
  • 24% das pessoas com demência e mais de um em cada dez cuidadores (11%) admitiram esconder ou ocultar o diagnóstico de demência, e aqueles com menos de 65 anos acreditam que podem enfrentar problemas especiais no seu local de trabalho ou na escola dos filhos.
  • 40% das pessoas com demência relataram que não são incluídos no dia a dia.
    • Quase 60% das pessoas acima indicaram que os amigos são as pessoas que mais provavelmente os evitam ou perdem contato após o diagnóstico, seguidos pelos membros da família.
  • Um quarto dos cuidadores (24%) sentem que há associações negativas no seu país com relação a pessoas que cuidam de indivíduos com demência, ao mesmo tempo em que um número similar (28%) sente que foram tratados de maneira diferente ou evitados.
  • Tanto as pessoas com demência como seus cuidadores admitiram que deixaram de criar relacionamentos próximos porque era muito difícil.
  • Educação, informação e conscientização foram identificadas como prioridades para ajudar a reduzir o estigma da demência.

O Relatório sobre Alzheimer 2012 baseia-se em uma pesquisa mundial com 2.500 pessoas (com demência e familiares que cuidam delas) em mais de 50 países. Pouco mais de 50% dos entrevistados com demência tinham o mal de Alzheimer e pouco menos da metade do total eram menores de 65 anos. Os principais objetivos da pesquisa eram registrar experiências individuais de estigma relatadas por pessoas com demência e familiares que cuidam delas e ajudar a identificar se os planos nacionais de demência tiveram impacto na redução do estigma.
A demência é muito incapacitante para aqueles que a têm, bem como para suas famílias e cuidadores. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente há um caso novo de demência a cada quatro segundos. Se levarmos em conta o rápido crescimento da população idosa, potencialmente haverá 115 milhões de pessoas com demência em todo o mundo nos próximos 40 anos, sobrecarregando ainda mais os sistemas de saúde e social. Somente oito nações dos 193 países da OMS implementaram planos nacionais de demência, o que mostra que os governos poderiam fazer mais para aliviar os custos econômicos e sociais relacionados com a doença.
Veja o filme com especialistas, pacientes e cuidadores dos Países Baixos, Alemanha e Índia contando suas experiências com o Mal de Alzheimer.
Notas aos editores:
Recomendações pra enfrentar o estigma que ronda a demência
  1. Educar o público.
  2. Reduzir o isolamento das pessoas com demência.
  3. Dar voz às pessoas com demência.
  4. Reconhecer os direitos das pessoas com demência e seus cuidadores.
  5. Envolver as pessoas com demência nas suas comunidades locais.
  6. Apoiar e educar cuidadores informais e pagos.
  7. Melhorar a qualidade dos cuidados em casa e em casas de repouso.
  8. Melhorar o treinamento em demência dos médicos que prestam cuidados básicos de saúde.
  9. Invocar os governos a criarem planos nacionais do mal de Alzheimer.
  10. Aumentar a pesquisa sobre como lidar com o estigma.

Sobre a Alzheimer's Disease International
A ADI é uma federação internacional com 78 associações de Alzheimer em todo o mundo, e possui relações oficiais com a Organização Mundial da Saúde. A visão da ADI é uma melhor qualidade de vida para pessoas com demência e suas famílias no mundo todo. A ADI acredita que a chave para vencer a batalha contra a demência está em uma combinação única de soluções globais e conhecimento local. Assim, trabalha localmente, ao habilitar as associações de Alzheimer para que promovam e ofereçam cuidados e apoio a pessoas com demência e seus cuidadores, ao mesmo tempo em que trabalha globalmente para chamar a atenção para a demência e fazer campanhas pela mudança nas políticas por parte dos governos.
A distribuição do Relatório Mundial sobre Alzheimer 2012 foi possibilitado pela Nutricia Advanced Medical Nutrition, uma divisão especializada de cuidados com a saúde da empresa de alimentos Danone.
FONTE Alzheimer's Disease International (ADI) > baseado em http://www.alz.co.uk/research/world-report-2012

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8 de ago. de 2012

Hormônio do crescimento contra demência

Medical News: Hormone Shots Aid Cognition in Older Adults - in Neurology, General Neurology from MedPage Today:


Injeção de hormônio ajuda  preservar a cognição  em adultos mais velhos



Pontos de Ação


  • Crescimento Hormônio liberador do hormônio, o hormônio do crescimento e insulina-like growth factor 1  (IGF 1) têm efeitos potentes sobre a função cerebral e seus níveis diminuem com o avançar da idade. Este estudo foi projetado para examinar os efeitos do GHRH na função cognitiva em idosos saudáveis ​​e em adultos com comprometimento cognitivo leve.

  • Note-se que este estudo randomizado, controlado com placebo mostraram um efeito favorável de GHRH no curto prazo sobre a cognição, incluindo a função executiva.


artigo na integra (inglês) : http://www.medpagetoday.com/Neurology/GeneralNeurology/34076


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30 de ago. de 2011

Estudos indicam relação entre traumatismo craniano e mal de Alzheimer


Estudos indicam relação entre
traumatismo craniano e mal de Alzheimer

AFP
Gaines Adams, NFLO Traumatismo cranioencefalico é muito prevalente e suas consequencias longo prazo podem ser ainda mais desanimadoras
                                                                                                                                               
A relação entre um traumatismo craniano e o risco de demência ainda é obscura. Enquanto alguns estudos sugerem essa possibilidade, outros não estabelecem essa relação.
Um dos estudos que indica esse caminho é o da equipe da Professora Kristine Yaffe, da Universidade da Califórnia em São Francisco, Estados Unidos. Ela analisou as fichas médicas de 281.540 veteranos americanos, com 55 anos ou mais. 
Yaffe demonstrou que o risco de desenvolver demência durante o tempo do estudo (7 anos) mais que dobrou entre os veteranos que tiveram uma lesão cerebral (15,3% contra 6,8%, em relação aos demais).
Steve Nesius/AP
Pesquisa com jogadores de futebol americano mostrou a relação entre traumatismo e um tipo de Alzheimer
As lesões cerebrais traumáticas aumentariam o risco de perturbações cognitivas e de demência, segundo dois estudos americanos apresentados nesta segunda-feira (18), em Paris, durante a Conferência Internacional da Associação Alzheimer (AAIC).

- Esses dados nos levam a pensar que o traumatismo crânio-encefálico (TCE) entre os veteranos mais velhos poderia predispô-los ao desenvolvimento de uma demência sintomática. Suscitam preocupações quanto a possíveis consequências a longo prazo entre os veteranos mais jovens.
Para os cientistas, a questão é importante, uma vez que o TCE é comum, em seguida a quedas ou acidentes de trânsito.
- O traumatismo crânio-encefálico é também considerado o ferimento típico dos conflitos no Iraque e no Afeganistão, onde diz respeito a 22% das vítimas e a 59% dos ferimentos ligados a explosões.
Vários mecanismos poderiam explicar o aumento do risco.
Segundo os cientistas, encontram-se nesse grupo placas amiloides semelhantes às presentes nos cérebros das pessoas com o mal de Alzheimer. 
Um outro estudo foi realizado pelo Professor Christopher Randolph (Loyola University Medical Center, Chicago) entre ex-jogadores de futebol americano.

No total, 513 membros aposentados da Associação de Jogadores da Liga Nacional de futebol responderam em 2008 a uma enquete visando, particularmente, aos problemas de memória (aí compreendido um questionário para despistar o mal de Alzheimer chamado AD8).
Um pouco mais de 35% dos que responderam (com idade média de 61 anos) apresentavam sintomas de AD8, deixando considerar uma possibilidade de demência. A título de comparação, segundo o relatório 2011 da Associação Alzheimer, 13% dos americanos com 65 anos e mais sofrem do mal.
Os cientistas usaram os dados da pesquisa para identificar os que sofriam possivelmente de perturbações leves de cognição, como problemas de memória e de linguagem. Eles descobriram que os ex-atletas eram bastante atingidos, em relação aos indivíduos que apresentavam as mesmas características sociodemográficas, mas sem passado esportivo profissional.
Segundo os pesquisadores, esses resultados, ainda considerados preliminares, reforçam a hipótese de que os traumatismos cranianos repetidos durante numerosos anos de prática de futebol americano podem acarretar uma expressão mais precoce de doenças degenerativas ligadas à idade, como o mal de Alzheimer.




adaptado de :
http://noticias.r7.com/saude/noticias/estudos-indicam-relacao-entre-traumatismo-craniano-e-mal-de-alzheimer-20110718.html

19 de mai. de 2011

Médicos modificam orientações para diagnóstico do Alzheimer


Médicos modificam orientações para diagnóstico do Alzheimer

Novas regras devem estimular pesquisas na fase precoce da doença

As principais mudanças foram a diferenciação do Alzheimer em três estágios, que vão da ausência completa de sintomas à demência, passando por comprometimentos cognitivos leves. Os novos critérios também pretendem impulsionar as pesquisas clínicas de medicamentos, especialmente para as fases iniciais da doença.
Depois de 27 anos, médicos da Associação Americana de Alzheimer revisaram as normas e modificaram as orientações para o diagnóstico de Alzheimer. Quatro artigos publicados nesta terça-feira (19) na revista científica Alzheimer’s and Dementia recolhem os avanços das últimas décadas no conhecimento da doença.
Segundo William Thies, da Associação Americana de Alzheimer, responsável pela revisão das diretrizes, as mudanças não impactarão a prática clínica no curto prazo.
- Não existe nenhum teste novo que deva ser solicitado por enquanto. No entanto, vai ajudar um grande número de estudos clínicos promissores que são realizados atualmente.
Até agora, as terapias disponíveis no mercado estavam voltadas apenas para a fase da demência, quando a doença já se estabeleceu. E, mesmo assim, apresentam resultados tímidos, diminuindo a velocidade das perdas cognitivas sem impedir seu progresso inevitável.
Um dos artigos trata exclusivamente do uso de biomarcadores no diagnóstico da doença: a procura por substâncias no organismo que denunciem a evolução silenciosa do Alzheimer. Alguns exames, por exemplo, identificam os níveis das proteínas betaamiloide e tau, associadas à doença, no liquor - líquido extraído da medula do paciente.
No Brasil, por exemplo, há laboratórios que cobram de R$ 2 mil a R$ 3 mil por um exame desse tipo. Contudo, os autores do estudo sublinham que, por enquanto, tais testes não são úteis para orientar condutas clínicas.
Por enquanto, um diagnóstico precoce da doença - antes de aparecerem os sintomas - não serviria para nada, pois não há uma terapia adequada, diz Ivan Okamoto, diretor científico da Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) e coordenador do Instituo da Memória, da Unifesp.
- Você pode criar um monstro. Além da angústia para o paciente, surge um dilema ético clínico: vou fazer o que com esse novo dado?
Wagner Gattaz, do Instituto de Psiquiatria da USP (IPq-USP), revela que, nas próximas semanas, seu grupo de pesquisa publicará dados promissores sobre o uso do lítio para evitar que pessoas com comprometimento cognitivo leve evoluam para demência.
- Com diagnósticos mais sensíveis e precoces, será possível recorrer a esta técnica.
Okamoto afirma que a Associação Brasileira de Neurologia e a Abraz pretendem se reunir em maio para discutir as diretrizes nacionais de Alzheimer. Os resultados saem em junho.
- Vamos levar em conta as novas diretrizes.

19 de fev. de 2011

Canal Saúde: Alzheimer

Canal Saúde: Alzheimer: "Veja de que forma a ciência avança em busca do conhecimento das causas do Mal de Alzheimer. E saiba qual a melhor forma de proceder para diminuir o sofrimento do portador dessa doença. Essas e outras questões estão em pauta no programa.

Convidados – o presidente da Associação Brasileira de Alzheimer, Viviane Abreu; o coordenador da área de medicamentos especializados do Ministério da Saúde, Rodrigo Alexandre; a médica de família, Camila Giugliani; e a representante do Centro de Referência do Hospital Universitário Antônio Pedro (Niterói-RJ), Vilma Câmara.

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