Pesquisar este blog

Autismo Salvador

Clínicas de Autismo em Salvador

medepopers

Mostrando postagens com marcador cerebro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cerebro. Mostrar todas as postagens

3 de abr. de 2012

Estudo sobre o cérebro : Não existem áreas específicas , segundo Tractografia (Ressonância mais avançada existente)

Estudo explica como funciona o cérebro humano - Ciência - Notícias - INFO:

Estudo explica como funciona o cérebro humano

Por Vanessa Daraya, de INFO Online
Divulgação/MGH-UCLA Human Connectome Project

São Paulo - Um novo estudo do Hospital Geral de Massachusetts mostra que o cérebro humano não tem lados exclusivos para cada função. Segundo os pesquisadores, ele é todo interligado e não existem áreas específicas para as tarefas.
A pesquisa feita em conjunto com a empresa alemã Siemens foi publicada na revista Science. O objetivo é criar tecnologias de imagens cerebrais menos invasivas e com capacidade de identificar padrões cerebrais úteis também para a psiquiatria.
A imagem divulgada pela pesquisa e que mostra como o cérebro é interligado foi feita a partir do mapeamento de um crânio por uma espécie de ressonância magnética considerada como a mais precisa já feita até hoje. Com ela, é possível enxergar as fibras nervosas por onde os neurônios transmitem impulsos no cérebro de forma bem organizada.
O mesmo padrão de organização foi observado no cérebro de macacos. Para os cientistas, os sinais que correm pelo cérebro se ordenam em uma estrutura tridimensional. Trata-se de uma rede interligada, e não de um emaranhado de fios separados.
A tecnologia usada é um aprimoramento de um tipo de ressonância magnética. Os primeiros resultados foram liberados por Van Wedeen, cientista da Escola Médica de Harvard. Para ele, as fibras cerebrais se organizarem de forma simples não significa que existe um padrão complexo nas conexões entre neurônios.
O problema é que ainda não se sabe qual é esse grau dessa complexidade. Para descobri-la é preciso que a tecnologia se mostre mais viável. Além disso, é preciso analisar melhor a estrutura do cérebro humano e conseguir estabelecer relações com o DNA das pessoas.

conheça o projeto :http://en.wikipedia.org/wiki/Human_Connectome_Project  (HCP)
veja imagens e videos da galeria do HCP: http://www.humanconnectomeproject.org/gallery/
adaptado de :http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/estudo-explica-como-funciona-o-cerebro-humano-01042012-0.shl

'via Blog this'

28 de jun. de 2011

Médicos "desligam" metade do cérebro de criança em operação pioneira


Médicos "desligam" metade do cérebro
de criança em operação pioneira

Garota de um ano tinha convulsões diárias por causa de uma doença neurológica
BBC Brasil.

DivulgaçãoDivulgação
Angelina Mills teve lado do cérebro "desligado"

O pai da menina, Stephen Mills, disse à BBC que a família sabia da chance de Angelina ter a síndrome, mas que ele continuava otimista sobre a saúde da garota.Em uma cirurgia pioneira, médicos "desligaram" metade do cérebro de uma menina de um ano de idade portadora de uma doença neurológica rara que acarreta frequentes convulsões. Angelina Mills, de Norfolk, no leste da Inglaterra, apresentou os primeiros sintomas da síndrome de Sturge-Weber no nascimento, quando a doença normalmente se manifesta.

A síndrome congênita é causada por má formação nos vasos de um dos lados do cérebro, normalmente o mais fraco. É comum que a doença seja acompanhada de convulsões e cause dificuldade de aprendizado.

Como praxe, o tratamento da síndrome de Sturge-Weber é sintomático, através do uso de medicamentos anticonvulsivos, terapia física para reduzir a fraqueza, cirurgia plástica para remover a mancha e monitoramento de sinais de glaucoma.

A cirurgia que "desligou" o lado afetado do cérebro de Angelina, conduzida no hospital infantil de Great Ormond Stret, em Londres, foi considerada "pioneira".

Abalo

Ele contou que não quis acreditar a princípio que sua filha sofresse do problema, apesar de Angelina ter nascido com uma mancha vermelha no rosto, um dos sintomas da doença, causada pelo inchaço dos vasos.

– As primeiras convulsões abalam tanto que é difícil acreditar no que está acontecendo. Não parecia real.
A mãe de Angelina, Lisa Massingham, disse que a doença praticamente eliminou a vida social da família, que evitava fazer programas fora de casa por temor de convulsões.

– Durante nove meses, desde que ela tinha 18 semanas, nunca saíamos de casa com Angelina. Ela tinha convulsões todos os dias. Era assustador. Sabíamos que tantas convulsões poderiam levar a um ataque e ela poderia morrer.
Choque
O casal disse que ficou em choque quando o hospital sugeriu desligar a camada mais externa do lado direito do cérebro de Angelina. A princípio, disse Stephen, os pais tinham dificuldade até de falar no assunto.
– A princípio, aceitar algo tão drástico foi demais para mim, quanto mais conversar sobre isso com Lisa.
Lisa diz que eles não "conseguiam liberar as emoções".
Depois da cirurgia, Angelina agora é "uma criança totalmente diferente", diz a mãe. A menina é bastante "ativa" e a família pode levar uma vida normal.

– Desde a operação, ela nunca mais teve convulsões. Cruzo os dias todos os dias para não voltem a acontecer, e elas nunca mais aconteceram. Angelina é uma garota brilhante e vê-la me traz inspiração todos os dias.
retirado de :http://noticias.r7.com/saude/noticias/medicos-desligam-metade-do-cerebro-de-crianca-em-operacao-pioneira-20110523.html

19 de jun. de 2011

Mistérios da Mente - edição especial da Superinteressante

Mistérios da Mente - edição especial da Superinteressante: "


Ao longo do ano a Revista Superinteressante lança diversas edições especiais e sempre tem uma sobre algum tema da medicina: ano passado, por exemplo, foi 'Os Maiores Mistérios da Medicina'. Para quem adora ler a Super como a gente, vale a pena conferir, então, a edição especial desse mês: Mistérios da Mente.

A revista é voltada para leigos, mas nem por isso deixa de ser interessante: o texto é muito bom e as imagens melhores ainda! O conteúdo vai da psiquiatria a neurologia e aborda temas como: história da psiquiatria, neuroanatomia, distúrbios psiquiátricos (esquizofrenia, depressão,etc). Alguns temas são especialmente curiosos, como transtornos de personalidade em pessoas famosas e 05 casos bizarros da psiquiatria (como a Síndrome de Jerusalem - que já acometeu até Homer Simpson!)








Síndrome de Jerusalem - Doença que acomete cerca de 100 turistas/ano que visitam Jerusalém e passam a ter delírios religiosos acreditando que são o Messias.






retirado de :
http://www.mediconerd.com/2011/05/misterios-da-mente-edicao-especial-da.html
"

14 de mai. de 2011

radiocirurgia-aumenta-a-seguranca-e-a-eficiencia-no-tratamento-de-tumores

radiocirurgia-aumenta-a-seguranca-e-a-eficiencia-no-tratamento-de-tumores: "
Conteúdo da Página:
Ampliam-se as possibilidades de uso dessa técnica em substituição à cirurgia convencional

Sem abrir o crânio, sem internação e, frequentemente, em uma só sessão que dura de uma a duas horas em média, a radiocirurgia faz o que até recentemente só era possível por meio da cirurgia tradicional: destrói tumores. Hoje, a técnica é reconhecida como a melhor alternativa para tratar metástases e outras lesões anormais do cérebro. Apesar do nome, a radiocirurgia não envolve cirurgia. Trata-se de uma tecnologia que permite aplicar uma alta dose de radiação, com grande precisão e segurança, que atinge o tumor sem afetar os tecidos saudáveis.

São muitas as vantagens da radiocirurgia. A primeira é evitar a cirurgia invasiva e os riscos e complicações a ela associadas. Isso é importante para pacientes com metástase no cérebro, já fragilizados pelo câncer principal (mama, pulmão, etc.) e, às vezes, portadores de outras doenças, como problemas cardíacos. A radiocirurgia permite ainda chegar a tumores localizados em áreas não operáveis pelo método tradicional, seja pela dificuldade de acesso ou pelo risco elevado. Outro diferencial é que podem ser tratadas várias lesões ao mesmo tempo, um aspecto relevante, já que metade dos pacientes com metástase no cérebro tem mais de uma lesão. A limitação da radiocirurgia é o tamanho do tumor: no máximo quatro centímetros.

Além das metástases no cérebro, a técnica é usada para tratar tumores benignos na cabeça. Os riscos da cirurgia tradicional – perda de audição e paralisia que atingea metade do rosto – são praticamente nulos na radiocirurgia.

A radiocirurgia pode destruir tumores em procedimentos sem abrir o crânio, sem internação e em uma sessão que dura de uma a duas horas em média.

Pacientes com má-formação arteriovenosa, um emaranhado de vasos no cérebro que se conectam diretamente, podendo provocar sangramentos e hemorragias, também têm se beneficiado. Apesar de, neste caso, a primeira opção ser a cirurgia, a radiocirurgia é a alternativa quando o local não é acessível ou há alto risco de sequelas.

Os avanços têm permitido adotar a radiocirurgia no tratamento de tumores em outras partes do corpo, como fígado, pulmão, coluna, rins, pâncreas. Nesses locais, o tumor se movimenta em função da respiração, e avançados recursos de imagem possibilitam acompanhar esse deslocamento e direcionar o feixe de radiação sobre a lesão de maneira precisa. Nesses tratamentos, a radiocirurgia é usada apenas quando o paciente não pode ser submetido à cirurgia tradicional. Mas se os estudos em andamento indicarem que os resultados são semelhantes nos dois tipos de procedimento, será possível aproveitar os benefícios que a técnica não invasiva oferece em termos de segurança para o paciente, com menos riscos, recuperação mais rápida e menor custo.



Título: Radiocirurgia aumenta a segurança e a eficiência no tratamento de tumores
"

5 de mai. de 2011

Cérebro de autistas foca mais em habilidades visuais, de acordo com artigo do Human Brain Mapping - Medical Journal > news.med.br


Cérebro de autistas foca mais em habilidades visuais, de acordo com artigo do Human Brain Mapping

Cérebro de autistas foca mais em habilidades visuais, de acordo com artigo do Human Brain Mapping
Cérebro de pessoas com autismo concentra mais recursos em áreas destinadas à percepção visual, resultando em menor atividade em áreas usadas para planejamento e controle de pensamentos e ações. É o que mostram os resultados de um novo estudo publicado no periódico Human Brain Mapping.
Pesquisadores da Universidade de Montreal acreditam que estes achados podem explicar porque pessoas com autismo têm habilidades visuais excepcionais. Eles analisaram dados de 26 estudos de imagens cerebrais conduzidos ao longo de 15 anos, que incluíam um total de 357 autistas e 370 participantes não autistas.
Esta meta-análise possibilitou concluir que os autistas exibem maior atividade nas regiões temporais e occipitais e menor atividade no córtex frontal do que os não autistas, segundo informa Fabienne Samson, primeira autora da pesquisa.
As regiões temporal e occipital estão envolvidas na percepção e reconhecimento de padrões e objetos, enquanto as áreas frontais estão envolvidas na tomada de decisões, controle cognitivo, planejamento e execução de tarefas.
NEWS.MED.BR, 2011. Cérebro de autistas foca mais em habilidades visuais, de acordo com artigo do Human Brain Mapping. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2011.

Cientistas publicam atlas on-line do cérebro humano


Cientistas publicam atlas on-line do cérebro humano

Projeto foi financiado pelo cofundador da Microsoft, Paul Allen, consumiu 55 milhões de dólares e quatro anos para ficar pronto

Mapa interativo do cérebro mostra onde os genes atuam. Esse tipo de informação pode revolucionar o estudo do cérebro e acelerar a descoberta de curas para diversas doenças
Mapa interativo do cérebro mostra onde os genes atuam. Esse tipo de informação pode revolucionar o estudo do cérebro e acelerar a descoberta de curas para diversas doenças (Reprodução)
Cientistas patrocinados por Paul Allen, cofundador da Microsoft, publicaram nesta terça-feira um atlas computadorizado do cérebro humano. O projeto, de 55 milhões de dólares, oferece o primeiro guia de pesquisa interativo da anatomia e dos genes que fazem a mente funcionar.
Mark Wilson/Getty Images
Paul G. Allen co-fundador da Microsoft
Paul G. Allen, cofundador da Microsoft
Um projeto do Allen Institute for Brain Science (Instituto Allen para a Ciência do Cérebro), sediado em Seattle (Estados Unidos), o atlas on-line documenta a interação entre a estrutura cerebral e sua bioquímica, mostrando graficamente os genes trabalhando no cérebro humano. "Até agora, um mapa definitivo do cérebro humano com este nível de detalhamento simplesmente não existia", disse Allan Jones, executivo-chefe do instituto, que não tem fins lucrativos. "Pela primeira vez, geramos um mapa abrangente do cérebro que inclui a bioquímica oculta".
O instituto disponibilizou gratuitamente o atlas no endereço http://human.brain-map.org como uma fonte para cientistas que estudam doenças cerebrais, além de uma série de ferramentas de computador para ajudar a analisar os dados.
Renascimento — Avanços na capacidade de investigar o cérebro humano têm levado a um renascimento da neurociência nas últimas décadas. O novo atlas on-line é considerado significativo porque combina várias técnicas de imagem confiáveis em um arquivo tridimensional, que mapeia com precisão toda a anatomia, estrutura nervosa, características das células e uma exaustiva leitura da atividade dos genes.
"O atlas de Allen nos diz onde o gene é ativado no cérebro. Por isso é tão importante", disse o neurologista Jeffrey L. Noebels, que estuda epilepsia na Faculdade de Medicina Baylor, em Houston. "A localização de genes ativos é o centro da compreensão de como as doenças cerebrais funcionam."
O atlas catalogou mil marcos anatômicos em dois cérebros normais adultos, que foram doados para pesquisa, e então ligou esses tecidos a milhares de genes que podem agir para o desenvolvimento e funções neurais normais. O atlas abrange mais de 100 milhões de dados que medem com que força genes diferentes agem em cada marco.
Quando reuniram as imagens do cérebro e os dados genéticos, os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que, por esta medida neural, quaisquer duas pessoas são 94% parecidas. Além disso, descobriram que mais de 80% de todos os genes humanos conhecidos são ativados pelo trabalho do cérebro.
Cérebros masculinos — A primeira edição do atlas levou quatro anos para ficar pronta e seus rascunhos preliminares já se tornaram uma ferramenta de pesquisa para 4.000 cientistas, que os adotaram em suas investigações sobre a biologia cerebral. Ele foi construído com técnicas de computador que o Instituto Allen desenvolveu durante a criação de um atlas interativo do cérebro de um camundongo, lançado em 2006.
Ainda assim, o atlas do cérebro humano está longe da conclusão. Até agora, o arquivo on-line é exclusivamente masculino. Os pesquisadores esperam adicionar mais oito cérebros aos registros até o final do ano que vem, para descrever melhor as variações entre as pessoas. Os pesquisadores disseram que, quando concluídos, os registros incluirão um ou mais cérebros femininos.
Neste meio tempo, "estamos certos de que estamos disponibilizando uma boa imagem média do cérebro para as pessoas que estão trabalhando com esses dados", disse Jones.
(Com Agência Estado)
fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-publicam-atlas-online-do-cerebro-humano

21 de abr. de 2011

Sem Limites (Limitless) 2011 - TS

Sem Limites (Limitless) 2011 - TS: "
Sinopse:
Há anos o escritor Eddie Morra (Bradley Cooper) esta sofrendo um bloqueio criativo. Quando um velho amigo lhe apresenta um remédio revolucionário sua vida muda instantaneamente. Com o remédio Eddie passa a usar 100% do seu cérebro. Ele consegue lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em toda sua vida. Aprende línguas, faz cálculos, consegue ler e escrever muito rapidamente. Porém para que tudo isto ocorra ele precisa tomar o remédio todo dia. Em poucas semanas Eddie vira o rei de Wall Street chamando a atenção do mega empresário Carl Van Loon (Robert De Niro) que o contrata para fechar um dos maiores negócios da história. Tendo se tornado uma pessoa perfeita ele agora passará a viver sem limites.
Elenco
Bradley Cooper ... Eddie Morra
Robert De Niro ... Carl Van Loon
Abbie Cornish ... Lindy
Andrew Howard ... Gennady
Anna Friel ... Melissa
Johnny Whitworth ... Vernon
Tomas Arana ... Man in Tan Coat
Robert John Burke ... Pierce
Darren Goldstein ... Kevin Doyle
Ned Eisenberg ... Morris Brandt
T.V. Carpio ... Valerie
Richard Bekins ... Hank Atwood
Patricia Kalember ... Sra. Atwood
Cindy Katz ... Marla Sutton
Ficha Técnica
Título no Brasil: Sem Limites
Título Original: Limitless
País de Origem: EUA
Gênero: Suspense
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Estréia no Brasil: 25/03/2011
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Direção: Neil Burger
Informações
Tamanho: 1.35 Gb
Qualidade: TS
"

12 de mar. de 2011

IBRO Brain Campaign:neurociencias para jovens

Site interessante para aqueles que se interessam pelo Sistema Nervoso e querem começar pelo básico.

recomendado para crianças e para aqueles que tem interesse por pesquisa.

clique na imagem e tera acesso ao livro(apesar dos links e a pagina estarem em inglês o livro foi traduzido para portugues)






11 de mar. de 2011

Origem do Alzheimer pode estar no fígado, não no cérebro - Saúde - Notícia - VEJA.com


Origem do Alzheimer pode estar no fígado, não no cérebro

Estudo realizado em camundongos defende que proteínas podem iniciar doença

A doença de Alzheimer acontece quando placas da proteína amiloide se depositam no cérebro
A doença de Alzheimer acontece quando placas da proteína amiloide se depositam no cérebro(Photoresearchers/Photoresearcher)
Um estudo sobre o Alzheimer realizado pelo Scripps Research Institute, uma das maiores organizações não-governamentais de pesquisa do mundo, propõe uma mudança radical na compreensão e tratamento da doença neurológica. De acordo com a pesquisa, a fonte das proteínas beta-amiloides, que se acumulam no cérebro e estão associadas ao mal, não é o cérebro, mas o fígado.
Publicada no periódico científico The Journal of Neuroscience Research, a pesquisa usou camundongos geneticamente modificados a fim de identificar os genes ligados à produção de beta-amiloide acumulada no cérebro. Descobriu-se que três genes cumprem essa função. Quanto menor a expressão (capacidade de produção da beta-amiloide) desses genes no fígado, maior a proteção ao cérebro. Isso significa que, a cada ação dos genes no organismo, mais proteínas são fixadas no cérebro. Um desses três genes é ainda o responsável por codificar a presenilina, uma proteína da membrana celular que contribui para o desenvolvimento do Alzheimer.
Para os cientistas do Scripps Research, a descoberta pode impulsionar um novo tipo de tratamento. "Essa descoberta promete ser o primeiro passo na simplificação dos desafios que encontramos para o desenvolvimento de novas terapias contra a doença", diz Greg Sutdiffe. De acordo com um recente relatório preparado pela Associação Americana de Alzheimer, a ausência de tratamentos efetivos do mal pode provocar gastos em cuidados gerais com os pacientes superiores a 20 trilhões de dólares em 2050 (cerca de dez vezes o produto interno bruto do Brasil).
Medicação – A droga Gleevec, usada em pacientes com leucemia ou com câncer gastrointestinal, foi aplicada nos camundongos durante os testes clínicos. Já aprovado pela FDA, agência estatal americana que regula medicamentos e alimentos, a droga, que tem baixa penetração no cérebro, foi eficaz na redução da produção de beta-amiloide no fígado. "Essa característica cerebral da droga foi fundamental na escolha dela para os testes", diz Sutdiffe.
O uso do Gleevec no tratamento dos camundongos com Alzheimer, segundo David Schlesinger, neurologista do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, é um dos achados mais interessantes do estudo da equipe americana. "Claro que ainda é muito cedo para sairmos tratando pacientes com essa droga. Mas, como é um remédio já aprovado, os estudos em humanos podem ser feitos de maneira mais rápida", diz Schlesinger.
A única restrição à transposição dos resultados da pesquisa a humanos, segundo o neurologista, é relativa a diferenças entre espécies: o fígado humano não tem uma produção de amiloide tão significativa quanto o dos camundongos. "Mesmo assim, a descoberta é um caminho interessante e deve ser levada adiante. Mas, por ora, ela ainda não modifica a maneira como entendemos a doença nos humanos", diz Schlesinger.
Clique nas perguntas abaixo para saber mais sobre Alzheimer:
David Schlesinger, pesquisador no Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein fala sobre a doença de Alzheimer.
*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

Postagens populares