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6 de jan. de 2013

Norte de Minas é a região do Estado com menor índice de pessoas com doenças crônicas

Norte de Minas é a região do Estado com menor índice de pessoas com doenças crônicas:

Dado foi apresentado pelo boletim da Pesquisa de Amostra de Domicílios (PAD) 2011 sobre hábitos de vida saudável da população mineira
De acordo com o Boletim PAD 2011 - Hábitos de Vida Saudável, a região mineira que apresenta o menor índice de pessoas de 14 anos ou mais com doenças crônicas é o Norte de Minas, com o percentual de 30,1%. A média do Estado é de 33,9%.
Os dados foram apresentados na quarta-feira (12), pelo Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro e integram os resultados da segunda edição da Pesquisa por Amostra de Domicílios (PAD-MG), realizada em 2011.
O estudo mapeou, de forma inédita no país, as doenças crônicas que acometem a população mineira e analisou comportamentos de risco (como consumo de bebidas alcoólicas e tabaco), e hábitos saudáveis (como a prática de atividades físicas, realização de exames preventivos e alimentação saudável).
O Norte de Minas também dá um bom exemplo em relação ao comportamento de risco da população, já que a região é a que possui menos fumantes, com prevalência de tabagismo em 10,6% da população com mais de 14 anos de idade. Em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, a região também obteve número abaixo da média do Estado, 22,7% contra 25%.

veja mais no programa nacional de combate a Doenças Crônicas (DCNT) : aqui

A situação Brasileira



Atividades físicas e exames preventivos
Na região do Norte de Minas verificou-se que 15,1% da população praticam atividades físicas de forma suficiente, o terceiro maior percentual do Estado, atrás apenas da região Sul e Alto Paranaíba.
Em relação aos exames preventivos, a pesquisa mostrou que 8,3% das pessoas nunca realizaram exames de pressão arterial na região. Com este índice, o Norte registra o segundo percentual mais alto de Minas Gerais, perdendo apenas para os Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Ainda sobre os exames preventivos, o estudo mostrou o comportamento da população quanto à mensuração da glicose no sangue. Entre a população que declarou ter diabetes na região, 88% realizaram o exame há um ano ou menos, o terceiro maior percentual de Minas; 6,8% entre um e dois anos atrás; 1,5% há mais de dois anos; e 1% nunca mensurou o teor de glicose.  Entre aqueles que informaram não ter diabetes, 53,9% fizeram a mensuração preventiva há um ano ou menos; 10,9% entre um e dois anos atrás; 11,3% há mais de dois anos; e 20,2% nunca fizeram.


Hábitos alimentares
No quesito de hábitos alimentares, a proporção de pessoas acima de 14 anos que consomem frutas, legumes e verduras cinco ou mais dias da semana, no Norte de Minas, foi de 55,7%, a segunda mais baixa do Estado.
No quesito consumir carnes vermelhas e de frango com gordura visível, a população teve o segundo menor índice, 44,1%; e a proporção de pessoas que têm o hábito de consumir leite com teor integral de gordura foi de 58,5% na região.
O boletim foi desenvolvido com o objetivo de traçar o perfil das principais doenças crônicas de Minas Gerais e suas regiões de planejamento, bem como dos principais fatores associados a elas. Como isso, pretende-se subsidiar os órgãos ligados à saúde para o planejamento de ações e políticas preventivas eficazes.


Principais doenças crônicas e local de atendimento

9 de set. de 2012

BMJ: Como viver 6 anos a mais !

BMJ: não fumar e fazer atividade física regularmente pode adicionar até cinco anos na vida das mulheres e seis anos na vida dos homens - Medical Journal > news.med.br:

BMJ: não fumar e fazer atividade física regularmente pode adicionar até cinco anos na vida das mulheres e seis anos na vida dos homens

Estudo de base populacional realizado em Estocolmo, na Suécia, com o objetivo de identificar fatores de risco modificáveis associados à longevidade entre adultos com 75 anos ou mais foi publicado no periódico British Medical Journal (BMJ). Os resultados sugerem que estimular comportamentos de vida favoráveis, mesmo em idades avançadas, pode aumentar a expectativa de vida, provavelmente por redução da morbidade.
Cerca de 1.800 adultos com 75 anos ou mais participaram do Projeto Kungsholmen, sendo acompanhados por 18 anos. Durante o seguimento, 1.661 (91,8%) participantes morreram. Metade dos participantes viveu mais de 90 anos. Metade dos fumantes morreu um ano mais cedo do que os não-fumantes. As atividades físicas foram fortemente associadas à sobrevivência. A idade média de morte dos participantes que regularmente nadavam, caminhavam ou faziam ginástica foi de dois anos a mais (0,7 a 3,3 anos) do que a daqueles que não faziam. A mediana de sobrevida de pessoas com um perfil de risco baixo (hábitos saudáveis de vida, participação em pelo menos uma atividade de lazer e convívio social rico ou moderado) foi de 5,4 anos a mais do que daqueles com um perfil de risco elevado (comportamentos de vida pouco saudáveis, não participação em atividades de lazer e convívio social pobre ou limitado). Mesmo entre as pessoas mais velhas (com 85 anos ou mais) e com doenças crônicas, a idade média de morte foi quatro anos maior para aqueles com um perfil de risco baixo, em comparação com aqueles com um perfil de risco elevado.
A presente pesquisa mostrou que, mesmo após a idade de 75 anos, comportamentos de vida, tais como atividades físicas e não fumar estão associados a uma maior sobrevida. Um perfil de risco baixo pode adicionar cinco anos na vida das mulheres e seis anos na vida dos homens. Estas associações, embora de maneira atenuada, também estiveram presentes entre as pessoas mais velhas (com 85 anos ou mais) e naquelas com doenças crônicas.


adaptado de : NEWS.MED.BR, 2012. BMJ: não fumar e fazer atividade física regularmente pode adicionar até cinco anos na vida das mulheres e seis anos na vida dos homens. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/316340/bmj-nao-fumar-e-fazer-atividade-fisica-regularmente-pode-adicionar-ate-cinco-anos-na-vida-das-mulheres-e-seis-anos-na-vida-dos-homens.htm>. Acesso em: 5 set. 2012
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26 de jun. de 2012

Telessaúde UERJ dia 27 junho:Saúde na Escola e Qualidade de Vida

27 de abr. de 2011

Folha.com - Equilíbrio e Saúde - Médicos indicam drogas anticâncer para pessoas saudáveis - 30/03/2011


Médicos indicam drogas anticâncer para pessoas saudáveis

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IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO
Um grupo de oncologistas dos EUA e da Europa está defendendo a quimioprevenção, que é o uso de remédios para câncer em pessoas saudáveis, mas com alto risco de desenvolver a doença.
Em um consenso internacional coordenado pelo epidemiologista Jack Cuzick, do centro de pesquisas em câncer do Reino Unido, médicos e pesquisadores afirmam que remédios hormonais são eficazes na redução do risco de câncer de mama, mas pouco utilizados.
Um desses remédios é o tamoxifeno, que bloqueia os receptores de estrógeno na mama. Ele já foi bem pesquisado para a prevenção, e seu uso nesse contexto foi aprovado pelo órgão regulador de medicamentos dos EUA, o FDA, mas não pela Anvisa.
"A indicação pode ser feita individualmente pelo médico, mas a maioria não faz", diz o oncologista Auro del Giglio, da faculdade de medicina do ABC e do hospital Albert Einstein.
Isso porque, segundo Giglio, o remédio pode aumentar o risco de trombose e câncer de útero. "E, embora as pesquisas mostrem que o remédio diminui casos de câncer, não indicam se ele faz a mulher viver mais tempo e ter qualidade de vida."
A indicação da droga costuma ser feita para casos de alto risco, mas há tentativas de estender esse uso. O mastologista José Roberto Filassi, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) acredita que há interesses comerciais por trás.
"Há um estudo sobre o uso preventivo de outro tipo de droga hormonal para câncer que deve ser publicado em 2012. São os inibidores de aromatase, que impedem a formação de estrógeno. Pode haver interesse dos fabricantes, porque esses remédios estão perdendo a patente."
Em artigo publicado no periódico "Lancet Oncology", os principais autores do consenso declaram conflitos de interesse. Eles receberam patrocínio da Astra Zeneca, Novartis e Eli Lilly, que fabricam inibidores de aromatase.
Editoria de Arte/Folhapress
POLÊMICA
Em outro artigo publicado na revista "Nature", Michael Sporn, professor de farmacologia da faculdade de medicina Dartmouth (EUA), sugere que o uso preventivo de remédios para câncer pode se tornar tão comum quanto o de estatinas para evitar doença de coração.
As estatinas diminuem o colesterol, fator de risco para infartos. Os remédios hormonais reduzem ou bloqueiam o estrógeno. Em 70% dos casos de câncer de mama, o aumento desse hormônio no tecido mamário está associado ao desenvolvimento da doença.
"É preciso diferenciar as coisas. O colesterol pode ser medido objetivamente. O risco de câncer de mama não, é só uma projeção a partir de dados clínicos. E mesmo assim, ter maior risco não significa que você vai desenvolver a doença", diz a coordenadora de oncologia clínica do Icesp, Pilar Estevez.
Além de a definição de "risco" ser problemática, Estevez questiona o uso de remédio por pessoas que não estão doentes.
"Se ela tiver complicações por causa do remédio, trocou uma probabilidade de doença por problemas induzidos pelo medicamento."

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