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6 de jun. de 2012

Endocrinologia em "Os Simpsons"

Síndrome de Cushing e o personagem Barney, d’Os Simpsons.: A síndrome de Cushing é a resultante fenotípica da exposição crônica a concentrações elevadas de cortisol, hormônio liberado pela glândula adrenal em resposta à liberação de ACTH na hipófise anterior.

A causa mais comum de síndrome de cushing é a iatrogênica, pela administração de glicocorticoides nas mais diversas situações clínicas. As causas endógenas de hipercortisolismo são divididas em dois grandes grupos: ACTH-dependente, representada pela doença de Cushing e ACTH-independente, cujo protótipo é o adenoma adrenal.

Analisando o personagem Barney Gumble, alcoólatra da série animada Os Simpsons, nota-se claramente características fenotípicas da síndrome de Cushing:



Apesar de ser um hormônio catabólico, o cortisol leva ao acúmulo de gordura abdominal. O motivo é a expressão muito maior, tanto do receptor para glicocorticoide como da enzima formadora de cortisol, no omento do que no restante do subcutâneo. O resultado é a obesidade tronco-facial e, graças ao desenvolvimento de atrofia e fraqueza muscular pelo catabolismo proteico, associa-se ao quadro extremidades finas e consumidas.

Outros achados característicos são: deposição anormal de gordura na fossa supraclavicular e temporal, hirsutismo, fraqueza muscular proximal, estrias violáceas largas (>1 cm), aparecimento de irritabilidade, redução da cognição e da memória de curto prazo e osteoporose.

O tipo físico de Barney foi inspirado em vários biriteiros americanos:
Estendendo a analogia e levando em consideração o alcoolismo do personagem, ouso dizer que Barney representa um clássico portador da síndrome de pseudo-cushing (que compartilha muitas das características clínicas e bioquímicas da síndrome de Cushing), tendo como uma possível etiologia a alteração da atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal pelo consumo exagerado de álcool ou pela interrupção abrupta do mesmo.


  • PS:afinal o que é um corticoide e como ele age ? 

Neste video ilustrativo temos uma noção da farmacologia desta classe :
http://www.youtube.com/watch?v=DLysYM7Y2go

post adaptado de :http://medicineisart.blogspot.com/2012/05/sindrome-de-cushing-e-o-personagem.html

REFERÊNCIAS: 
1.Romanholi, D. “Estados de pseudo-Cushing”. Arq Bras Endocrinol Metab vol.51 no.8 São Paulo Nov. 2007.

2 de nov. de 2011

Ligação entre Álcool e câncer de mama reafirmada-

Notícias médicas: Link Álcool ao cancro da mama Reafirmou - em Oncologia / Hematologia, Câncer de Mama de MedPage hoje:

Pontos de Ação  
  • Explicado  em um relatório do Estudo do Nurses 'Health que descobriu que o montante acumulado de álcool consumido aumentou o risco de câncer de mama, mesmo entre aqueles que em média 3-6 drinques por semana.

  • Note que este estudo incluiu auto-relato do consumo de álcool em 1980 e de  dois em dois anos para um follow-up de 2,4 milhões de pessoas-ano.
"Observamos um aumento de 10% no risco de a cada 10 g por dia de ingestão de álcool", Wendy Y. Chen, MD, de Harvard, e co-autores escreveram na sua avaliação dos seus resultados.


Uma "explicação provável" refere-se a tendência do álcool para aumentar os níveis circulantes de estrogênio. A observação é consistente com estudos que mostram uma forte influência do álcool sobre hormônio-dependentes do cancro da mama, eles escreveram.


















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8 de ago. de 2011

Sou pela Vida - Campanha visa inibir a combinação álcool e volante

Sou pela Vida - Campanha visa inibir a combinação álcool e volante: "
Minas Gerais entra de vez na guerra contra a mistura álcool e direção e realiza a campanha Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida. Desde o dia 14 de julho, blitze passaram a fazer parte da rotina dos moradores de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. Acontecerão abordagens punitivas e educativas, em dias e horários flexíveis, com a possibilidade de ações itinerantes ao longo do dia ou da noite.

Divulgação



Cadeirantes e vítimas de acidentes de trânsito também participam das ações

Posteriormente, a campanha será levada para cidades de grande porte como Juiz de Fora, Uberlândia, Governador Valadares e Montes Claros. Em um terceiro momento, cerca de 40 cidades polo de Minas também receberão as ações.

A secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) coordena a campanha, com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. A campanha Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida é resultado do trabalho do Comitê Gestor de Trânsito, criado em fevereiro pelo governador Antonio Anastasia, para diminuir o número de vítimas do trânsito. O comitê é composto por cerca de 30 instituições ligadas ao trânsito, como Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Agência Nacional de Transportes Terrestres, Polícia Rodoviária Federal, entre outros.

- Esta é uma campanha que precisa ser abraçada pela sociedade. Esperamos reduzir o número de mortes e acidentes de trânsito - disse o secretário de Defesa Social, Lafayette Andrada, durante o lançamento da campanha, no último dia 04/07.

Cadeirantes, vítimas de acidentes de trânsito, que participarão das ações de conscientização, também estavam no evento de lançamento da campanha. Daniel Brito, de 27 anos, foi atropelado ainda aos dez anos por um condutor alcoolizado.

- Quero ajudar na campanha para poder sensibilizar e conscientizar as pessoas de que bebida e direção não combinam. Precisamos evitar que mais acidentes como o meu aconteçam - afirmou.


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14 de abr. de 2011

BMJ: quanto maior o consumo de álcool, maior o risco de câncer - Medical Journal > news.med.br

BMJ: quanto maior o consumo de álcool, maior o risco de câncer

BMJ: quanto maior o consumo de álcool, maior o risco de câncer

Os resultados da pesquisa European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition, publicada no periódico British Medical Journal (BMJ), relatam que um em cada dez casos de câncer em homens e um em cada 33 casos de câncer em mulheres são causados pelo consumo pregresso e atual de álcool.

De acordo com o estudo prospectivo de coorte envolvendo pessoas de oito países europeus (109.118 homens e 254.870 mulheres), uma grande proporção de casos decâncer pode ser atribuída ao consumo de álcool, especialmente a um consumo maior do que as doses limites recomendadas: 2 drinks por dia para os homens (cerca de 24 gramas de álcool) e 1 drink por dia para as mulheres (cerca de 12 gramas de álcool). A idade dos participantes variou de 37 a 70 anos.

Para tipos específicos de tumores, os números foram de 44% (31-56%) e 25% (5-46%) para tumores das vias aerodigestivas superiores; 33% (11-54%) e 18% (-3 a 38%) para o fígado; 17 % (10-25%) e 4% (-1 a 10%) para o câncer colo-retal para homens e mulheres, respectivamente; e 5,0% (2-8%) para câncer de mama feminino. Uma parte substancial dos casos de câncer está associada ao consumo de álcool superior ao limite máximo recomendado: 33.037 de 178.578 casos de câncer relacionados com o álcool em homens, e 17.470 de 397.043 casos relacionados com o álcool em mulheres.

Madlen Schutze, do German Institute of Human Nutrition, coordenador do estudo, diz que muitos casos decâncer podem ser evitados se o consumo de álcool for limitado, e mais casos podem ser prevenidos se as pessoas reduzirem a quantidade de álcool que ingerem, ou mesmo pararem de beber.

Fonte: BMJ de 7 de abril de 2011

NEWS.MED.BR, 2011. BMJ: quanto maior o consumo de álcool, maior o risco de câncer. Disponível em: . Acesso em: 15 abr. 2011.

1 de fev. de 2011

Afinal energético combina ou não com álcool na balada


A bebida da balada





EDIÇÃO: LUCIANA VICÁRIAO que se sabe sobre os energéticos e o que os põe sob suspeita médica


Elas são doces, levemente gaseificadas, têm sabor de fruta e prometem energia e disposição. A combinação parece perfeita para quem deseja uma dose extra de ânimo naqueles dias em que o corpo está exausto, mas a noite promete ser longa e agitada. Os energéticos são a bebida das baladas. Não contêm álcool – mas ele é encontrado, em altas doses, no corpo de mais da metade de seus usuários. Um hábito está associado ao outro. É por isso, entre outras razões, que os energéticos estão na mira das autoridades de saúde. Até que ponto eles podem agredir ou ajudar seu corpo?
Um dos mais abrangentes estudos feitos com essas bebidas será publicado em fevereiro na revista científica americanaAlcoholism: Clinical & Experimental Research. Pesquisadores de três universidades americanas acompanharam a rotina de mais de 1.000 estudantes universitários. A primeira conclusão é que os jovens que misturam energéticos com álcool relatam se sentir menos bêbados do que de fato estão. O sujeito perde a coordenação motora, fica com os reflexos lentos e tem dificuldade para organizar as ideias, mas acha que está 100%. "Ele acha que está apto para tudo, mas seu estado pode ser descrito como embriaguez desperta", diz Amelia Arria, da Universidade de Maryland, uma das autoras da pesquisa.
A segunda conclusão é uma consequência da primeira. Por mascararem os efeitos de sonolência causados pelo álcool, os energéticos impulsionam o consumo exagerado de bebida. "A pessoa acha que está melhor do que realmente está, por isso bebe ainda mais", diz Amelia. O estudo também revela o que boa parte das pessoas já sabia: os jovens que consomem energéticos em maior quantidade (52 vezes ou mais por ano) são também os que se embriagam mais cedo e com maior frequência.
Energéticos são bebidas que contêm estimulantes cerebrais, como cafeína e taurina, que agem no sistema nervoso, aumentando o estado de atenção do indivíduo. Essas substâncias também estão presentes no café, no chocolate e no refrigerante. Em doses moderadas (uma latinha, que contém 79 miligramas de cafeína, equivale a pouco mais de uma xícara de café) e sem a mistura com álcool, são substâncias que não apresentam riscos à saúde, dizem os especialistas. "Já para diabéticos, idosos e pessoas sensíveis á cafeína, os energéticos podem apresentar risco cardiovascular" diz Sionaldo Eduardo Ferreira, pesquisador da área de Educação Física e Psicobiologia, com ênfase em comportamentos abusivos, da Unifesp.
Mas, da forma como são consumidas, os jovens ultrapassam facilmente o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, de 200 miligramas. Isso equivale a duas latas e meia. O ator e modelo paranaense Junior Mariano, de 23 anos, diz já ter consumido cinco latinhas de energéticos em uma noite. "Eu misturo com vodca para suavizar o gosto do álcool", diz. "Fica mais gostoso." Ele conta que quando exagera na dose sente o coração acelerado e tem dificuldade para dormir. Algumas marcas tentam associar o efeito da bebida ao de algumas drogas. O fabricante de um energético chamado "cocaine" (cocaína, em inglês) foi obrigado a mudar o nome de seu produto e suspender o vídeo de divulgação do produto. Nele, um jovem aparece cheirando a latinha antes de colocá-la na boca. "Eles tentam passar a ideia do efeito da droga e isso é muito perigoso", diz o pesquisador Bruno Gualano, da Escola de Educação Física e esporte da USP, que estuda a influência da nutrição no desempenho motor.
Patrícia Stavis   Reprodução   Reprodução   Reprodução
O que diz a Red Bull
"O Red Bull Energy Drink está disponível em mais de 160 países porque as autoridades de saúde em todo o mundo concluíram que o produto é seguro para consumo. Cerca de 30 bilhões de latas foram consumidas desde que foi criado, há 24 anos . O consumo bebidas energéticas combinada com bebidas alcoólicas não é recomendado, conforme indicado na lata do produto".
O primeiro energético a chegar às prateleiras foi o Red Bull, lançado na Alemanha em meados de 1987. No Brasil, a marca desembarcou nos anos 90 e hoje é líder, com 40% do mercado. O Red Bull Energy Drink, disponível em mais de 160 países, afirma em nota oficial que a combinação de álcool e energético não é recomendada, conforme indica o rótulo de seus produtos. Consomem-se no Brasil cerca de 87,5 milhões de litros de energéticos por ano. É pouco menos que o consumo de isotônicos, bebidas usadas para reposição de sais minerais nas atividades esportivas. Algumas pessoas confundem isotônicos e energéticos, mas eles são totalmente diferentes. Um hidrata o corpo, o outro estimula o cérebro.
No Canadá e nos Estados Unidos, os dois países que mais consomem energéticos do mundo, a vigilância sobre o produto é intensa. Os estudos revelam que os acidentes de trânsito mais graves têm a "bebida da balada" associada ao álcool. "Chegamos a um ponto em que as pessoas começam a tomar em jejum, em vez do café da manhã", afirma Albert Schumacher, da Associação Médica Canadense.
Um estudo que será divulgado na próxima semana pela ProTeste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, revela que os energéticos também têm problemas nos rótulos. Marcas como Atomic, Monster, Night Power e Red Hot são mais açucaradas do que dizem ser.

13 de dez. de 2010

INFOGRÁFICO: do álcool ao alcoolismo: RX do doente

INFOGRÁFICO: Alcoolismo - RX do doente: "



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