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25 de jun. de 2012

Webmeeting 25 de junho: Parasitoses

13 de nov. de 2011

Liga Acadêmica promove debate sobre infectologia

Liga Acadêmica promove debate sobre infectologia:
Contribuir para o aprimoramento profissional e permitir aos acadêmicos uma maior interação com os profissionais que já estão no mercado. Este é um dos objetivos da Liga Acadêmica Norte Mineira de Doenças Tropicais, Infecciosas e Parasitárias (LANDOT). Para atingir as suas metas a LANDOT constantemente realiza fóruns, seminários e palestras, como forma de colocar o futuro profissional em contato com a prática da profissão e ainda, para levar os mesmos à constantes atualizações, tão fundamentais na era da moderna.



Integração profissional é um dos objetivos dos encontros

Por isso, na última quinta-feira (3), a LANDOT reuniu acadêmicos dos diversos cursos da saúde, médicos, biomédicos, farmacêuticos e acadêmicos de medicina da Funorte, Pitágoras e Unimontes para uma palestra sobre Controle de Infecção Hospitalar. Durante a palestra, a Dra. Wanessa Teixeira, infectologista da Universidade Federal da Bahia falou aos presentes sobre a importância de se desenvolver estudos relacionados às doenças tropicais infecciosas e ainda, sobre as inovações na área e os diversos aspectos que permeiam as questões ligadas à infectologia.

A presidente da Associação Educativa do Brasil (Soebras), Tânia Raquel Muniz abriu os trabalhos e como médica, fez questão de frisar a necessidade das pesquisas para o campo da infectologia, já permitem usar as novas tecnologias para garantir mais qualidade de vida à população. Ela falou ainda, sobre a importância das Ligas Acadêmicas para promover a interação não apenas entre os pares da mesma profissão, mas principalmente para promover a integração multiprofissional.

- Ao promover a integração entre profissionais de diversas áreas e de cursos diferentes, as Ligas permitem que os acadêmicos ampliem a sua visão sobre o seu campo de atuação e isso, nos leva à formação de profissionais mais qualificados e mais capacitados para tender às demandas sociais, afirmou.

Já o presidente da Liga, Ronneo Lúcio Silva Rodrigues, enfatizou a importância de projetos de extensão, nos cursos da saúde, abranger a comunidade como um todo. Para ele, isso permite levar qualidade de vida à população.

-As Ligas Acadêmicas são organizações formadas por discentes de instituições de ensino superior, auxiliados pelos docentes, com finalidade de aprofundar os estudos em temas da formação e mais do que isso, as ligas são cenários férteis para o desenvolvimento do tripé: Ensino, Pesquisa e Extensão em consonância com os objetivos de seus centros acadêmicos.A Faculdade de Medicina do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) Funorte evidencia a prática acadêmica como essencial, destacando a Extensão na articulação das atividades de Ensino e Pesquisa da Universidade.

Quem participou do encontrou pode ampliar os conhecimentos, além de ter a oportunidade de compreender como as profissões irmãs podem interagir, para em conjunto, trabalharem por um melhor quadro da saúde no país.

A palestrante, Dra. Wanessa Teixeira, assumirá os trabalhos da Liga, em parceria com médicos da Faculdade de Medicina Funorte.

8 de out. de 2011

INFOGRÁFICO: MENINGITE - SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA

INFOGRÁFICO: MENINGITE - SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA:
aprenda o básico e essencial sobre as meningites e modos de detectar essa doença que pode ser fatal se não tratada em tempo hábil!!
 

post adaptado de :http://professorrobsoncosta.blogspot.com/2011/09/infografico-meningite-saiba-mais-sobre.html

10 de ago. de 2011

Semana de Prevenção à Leishmaniose - Ações educativas chamam atenção da população para os perigos da doença

Semana de Prevenção à Leishmaniose - Ações educativas chamam atenção da população para os perigos da doença: "
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) promove de 22 a 27 de agosto, a Semana de Prevenção à Leishmaniose. Segundo Regiane Soares Braga, chefe do Setor de Educação em Saúde do CCZ, o objetivo do evento é chamar atenção da população para os perigos da doença, também conhecida como calazar, e mostrar as formas de prevenção. A leishmaniose afeta os cães e pode atingir os humanos.

- Haverá uma extensa programação em torno da Semana, com envolvimento de toda a equipe do CCZ. O trabalho constará de blitze educativas e passeatas. Estandes serão montados em pontos estratégicos da cidade, com orientações à população sobre o assunto -informou.



A PROGRAMAÇÃO

Dia 22/08, segunda-feira: Abertura na Praça Doutor Carlos Varsiane, às 8 horas. Blitz educativa na Avenida Deputado Esteves Rodrigues, em frente ao All Time, de 8 e meia às 10 horas, com a equipe de servidores do CCZ e soldados do Exército.

23/08, terça-feira: Blitz educativa no semáforo do Bairro Roxo Verde, das 7 e meia às 10 horas. Estande no Montes Claros Shopping Center funcionará das 14 às 22 horas.

24/08, quarta-feira: Blitz educativa no semáforo da Ponte Preta, das 10 às 13 horas. Estande no Restaurante Popular, das 9 às 14 horas.

25/08, quinta-feira: Blitz educativa na Avenida Francisco Gaetane, Bairro Major Prates, das 7 e meia às 10 horas.

26/08, sexta- Feira: Blitz educativa na Rua Dr. Santos, das 7 e meia às 10 horas. Estande no Shopping Popular, das 14 às 16 horas.

27/08, sábado: Encerrando a semana de prevenção, passeata às 8 horas, no entorno da Praça Doutor Carlos Versiane, com estande funcionando até às 12 horas.




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16 de mai. de 2011

bacterias patogênicas: breve ilustração

Bactérias causadoras de doenças

2 de mar. de 2011

2º Processo Seletivo da LANDIP

2º Processo Seletivo da LANDIP: "
Estão abertas as incrições para o 2º Processo Seletivo da Liga Acadêmica Norte Mineira de Doenças Infecciosas e Parasitárias (LANDIP).

Serão 12 vagas para acadêmicos do 3º ao 7º período do curso de Medicina da Unimontes.

O prazo para inscrições será até o dia 12 de março de 2011, na Coordenação do curso de Medicina da Unimontes. O valor é de 15 reais.

A prova acontecerá no dia 14 de março de 2011, às 19h, no CCBS.

Confira o regulamento interno da LANDIP e o edital do processo seletivo, disponíveis também no local da inscrição.
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13 de jan. de 2011

Guia de bolso - Doenças Infecciosas e Parasitárias 8a edição/2010

Guia de bolso - Doenças Infecciosas e Parasitárias 8a edição/2010: "
A versão mais atual do Guia de bolso - Doenças Infecciosas e Parasitárias, em sua 8ª edição estão acrescentadas algumas doenças e controle das mesmas, para acessar o e-book e se optar pode salvar em seu computador acesse:

https://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF
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27 de dez. de 2010

Febre de Origem Indeterminada

Febre de Origem Indeterminada: "
Por Débora Alencar de Menezes
Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Resumo

Febre de Origem Indeterminada (FOI) é classicamente definida como a ocorrência de temperatura axilar maior que 38,3ºC, com pelo mínimo três semanas de evolução e diagnóstico incerto após uma semana de investigação hospitalar. Classifica-se em clássica, nosocomial, no neutropênico e no paciente infectado pelo HIV. Diagnósticos errôneos são frequentes diante de um paciente portador de FOI.
Palavras-chaves: Febre. Febre de Causa Desconhecida. Sinais e Sintomas.

A definição de Febre de Origem Obscura (FOO), ou febre de origem indeterminada (FOI), foi classicamente estabelecida por Petersdorf e Beeson, em 1961, como a febre caracterizada pela presença de temperatura axilar maior do que 38,3ºC (ou 101ºF), em várias ocasiões, pelo tempo mínimo de três semanas e com diagnóstico incerto após uma semana de investigação hospitalar. (PETERSDOR e BEENSON, 1996 apud KNOCKAERT, 2003).

Em 1991, Durak e Street, propuserem realizar uma distinção da FOI clássica da apresentada por pacientes hospitalizados, neutropênicos e portadores de vírus da imunodeficiência humana (HIV), a fim de direcionar o raciocínio clinico para causas de febre que são típicas de cada grupo.

Classificação: Definições de febre de origem indeterminada em diversos grupos

(1) FOI clássica: febre ≥ 37,8ºC em várias ocasiões com duração ≥ três semanas e ausência de diagnóstico após três dias de investigação hospitalar ou três consultas ambulatoriais.
(2) FOI nosocomial: pacientes internados com febre ≥ 37,8ºC em várias ocasiões na ausência de infecção ou doença incubada à admissão ausência de diagnóstico após três dias apesar de investigação adequada (incluindo pelo menos 48h de cultura microbiológica).
(3) FOI no paciente neutropênico: pacientes com contagem de neutrófilos inferior a 500mm³, febre ≥ 37,8ºC em várias ocasiões e ausência de diagnóstico após três dias apesar de investigação adequada (incluindo pelo menos 48h de cultura microbiológica).
(4) FOI associada à infecção pelo HIV: confirmada febre ≥ 37,8ºC em várias ocasiões duração ≥ quatro semanas (regime ambulatorial), ou ≥ três dias em pacientes internados ausência de diagnóstico após três dias apesar de investigação adequada (incluindo pelo menos 48h de cultura microbiológica).

A principal causa de febre de origem obscura são as infecções, seguidas pelas doenças neoplásicas e inflamatórias (LAMBERTUCCI, 2005; MOAWAD, 2010).

Dentre as doenças infecciosas, destacam-se abcessos, apendicite, colangite, tuberculose, meningococcemias, gonococcemias, endocardite, malária, toxoplasmose, salmonelose, leishmaniose e esquistossomose.

Em relação às neoplasias, a FOI está associado com as doenças malignas mais comuns, a exemplo da leucemia, dos linfomas e da doença de Hodgkin.

Dentre as etiologias inflamatórias, as colagenoses se destacam a exemplo do lupus eritematoso sistêmico, crioglobulinemias, arterite de células gigantes, granulomatose de Wegener e espondilite anquilosante.

Outras patologias elencadas como fatores causais da FOI são: febre causada por drogas, doença de Crohn, hipertireoidismo, tireoidite subaguda, colite ulcerativa e anemia hemolítica (ARNOW; FLAHERTY, 1997).

Na adequada abordagem do paciente com FOI é importante existir um bom relacionamento do médico com o paciente e com sua família, uma vez que, o quadro mantido de febre, mesmo com o uso de antitérmicos, produz grande ansiedade.

Lambertucci (2005) elencou alguns preceitos a serem seguidos na avaliação dos pacientes com febre de origem obscura:
- Certifique-se de que o paciente tem febre;
- O exame clínico deve ser sistematizado, minucioso e repetido;
-Exclua doenças potencialmente graves e tratáveis (tais como tuberculose, endocardite, colecistite, salmonelose e abcesso subfrênico);
- Exclua febre provocada por medicamentos ;
- Exclua imunodepressão subjacente;
-Procure trabalhar com exames complementares de qualidade;
- Pense sempre em associação de doenças Defina critérios para a indicação de terapêutica de prova e laparotomia exploradora;
- Esteja presente quando outros colegas forem chamados a opinar;
- Mantenha boa relação médico-paciente;
- Há um tempo para agir e um tempo para esperar .

A anamnese e o exame físico são imprescindíveis para o diagnóstico, devendo ser completos e repetidos periodicamente a fim de evitar diagnostico errôneo de febre de origem obscura.

É importante investigar hábitos de vida, rotina profissional, história familiar, uso de medicamentos ou tratamentos pregressos, patologias e intervenções cirúrgicas anteriores, assim como os aspectos psíquicos do paciente.

O exame físico deve incluir a curva térmica, o exame de fundo de olho, boca, orofaringe, dentes, região retal e anal. Os exames complementares são importantes para esclarecimento etiológico da FOI.

O rastreamento inicial envolve os seguintes exames listados, segundo Lambertucci (2005):
Hematologia e bioquímica sanguínea (hemograma e hematoscopia, velocidade de eritrossedimentação, pesquisa de hematozoários em gota espessa, transaminases, fosfatase alcalina (muito útil), bilirrubinas, eletroforese de proteínas, uréia e creatinina hormônios tireóideos: TSH e T4 livre), desidrogenase láctica), culturas (aeróbios, anaeróbios e BAAR), hemoculturas; culturas de urina e fezes; culturas de secreções corporais (escarro, lavado gástrico, derrame pleural, ascite, líquor, medula óssea); urina e fezes urina de rotina (elementos anormais e sedimentoscopia), exame parasitológico das fezes, pesquisa de sangue oculto nas fezes Sorologia antiestreptolisina O (ASLO) (febre reumática), fator antinúcleo (FAN), fator reumatóide, VDRL, FTA-abs (sífilis), imunofluorescência e ELISA para Trypanosoma cruzi, pesquisa de anti-VEB (mononucleose infecciosa), anticorpos antitoxoplasma (IgM e IgG), reações de aglutinação anti-Brucella e anti-Salmonella typhi, sorologia para calazar, anticorpos anti-citomegalovírus, anti-HIV (SIDA/AIDS), anti-VHB (anti-HBsAg, IgG e IgM anti-HBC), proteína C-reativa (PCR) quantitativa.
É bastante importante também realizar o teste cutâneo com derivado protéico purificado (PPD) para triagem de tuberculose, uma vez que ela é apontada como a principal causa infecciosa de febre de origem obscura. (LOPES, 2006; MOAWAD, 2010).

Outros procedimentos indicados são raios-X de tórax, considerando a possibilidade de realizar uma broncoscopia com lavado broncoalveolvar em caso de algum sinal ou sintoma pulmonar. Tomografia Computadorizada do tórax e abdome com contraste auxiliaria no diagnóstico de abscessos e neoplasias enquanto que um ecocardiograma seria útil para diagnosticar FOI desencadeada por endocardite, pericardite e mixoma atrial (HARRISON, 2008).

Procedimentos como cintigrafia com radionuclídeos podem identificar processos inflamatórios como sarcoidose, tireoidite e arterite de células gigantes (ARNOW; FLAHERTY, 1997).

A biópsia de linfonodos pode ser útil uma vez que eles são geralmente acometidos em doenças infecciosas e neoplásicas. Já as biópsias de fígado e da medula óssea são indicadas caso os exames realizados anteriormente mostrem-se inconclusivos e a febre permaneça.

Da mesma maneira, a laparotomia exploradora e a laparoscopia são indicadas apenas quando os demais métodos são ineficazes no diagnóstico etiológico da febre de origem obscura.

O tratamento do quadro depende do fator etiológico associado. Variáveis como idade, comorbidades e estado físico do paciente interferem na evolução e no prognóstico da febre de origem indeterminada.

Mesmo quando a causa da FOI não é identificada, o prognóstico é geralmente satisfatório e o tratamento é feito com antiinflamatórios não esteroidais, e até mesmo glicocorticóides em alguns casos.

Ainda mais importante que a terapêutica empírica é a instituição de uma assistência humanizada por parte do médico, uma vez que, a febre é considerada um sintoma bastante incômodo para os pacientes, causando-lhe transtornos físicos e psicológicos quando permanece por tempos prolongados. Atributo essencial para um atendimento adequado envolve paciência, compaixão, equidade e flexibilidade intelectual.

Referências
ARNOW, P.M.; FLAHERTY, J.P.; Fever of unknown origin. Lancet 350: 575–80, 1997.
FAUCI et al. Harrison: Medicina Interna 17ª Ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Interamericana do Brasil, 2008, v. 1, cap. 19
KNOCKAERT D. C.; VANDERSCHUEREN S.; BLOCKMANS D. Fever of unknown origin in adults: 40 years. Journal of Internal Medicine 253: 263–275, 2003.
LOPES, A. C. Tratado de Clínica Médica, 1ªed, São Paulo: Roca, 2006.
LAMBERTUCCI J.R.; ÁVILA R. E.; VOIETA, I. Febre de origem indeterminada em adultos Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 38 (6):507-513, 2005
MOAWAD, R. Fever of unknown origin: 98 cases. Saudi Arabia Annals Of Saudi Medicine, 30 (4): 289-294, 2010.

Imagem: Netter Images/Elsevier


fonte do artigo:http://semiologiamedica.blogspot.com/2010/12/febre-de-origem-indeterminada.html
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