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9 de jul. de 2011

Um a cada dois médicos sofre de depressão, diz pesquisa - Saúde - R7


Um a cada dois médicos sofre 
de depressão, diz pesquisa
Rotina estressante, uso de drogas e falta de estrutura são as origens do problema

Em meio as mudanças econômicas e políticas , ficaram defasadas as condições de trabalho no mundo atual , tanto que isso se reflete em nós profissionais da saúde que sujeitos a pressão do dia a dia desenvolvemos ansiedade e outros sintomas que acabam por refletir na qualidade do atendimento.
E é justamente qualidade de vida a nova onda que vêm dando o que falar em debates sobre saúde , onde não mais se fala de pesquisas e protocolos , mas sim da aplicação dos meios que temos para melhora as relações entre profissionais e paciente para que estes estejam sempre conectados por bons motivos e não somente pela cobrança diária e busca de resultados.


 É o que mostra Tatiana Chiari na segunda reportagem da série Emergência Médica - Vidas em Perigo, do Jornal da Record.



Situações corriqueiras como salas de atendimento lotadas e discussões às vezes inevitáveis por causa da superlotação podem levar esses profissionais ao limite.

E não são raros os casos dos médicos agredidos por pacientes ou familiares insatisfeitos. Em um posto em Sumaré, interior de São Paulo, por exemplo, um médico teve que ser afastado por duas semanas depois de quebrar as costelas numa briga com um paciente.

São problemas assim que minam a saúde dos médicos e aumentam ainda mais a insatisfação de quem precisa deles.

A consequência do estresse e da pressão pode transformar o médico em paciente. Alguns precisam do apoio de clínicas de recuperação para dependentes de drogas.

Uma pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) realizada num hospital público da cidade mostra que quase 67% dos médicos dizem conhecer colegas que usam drogas, muitas vezes no próprio ambiente de trabalho. Perto de 20% deles reconheceram ser, eles mesmos, usuários. Mas quase 90% dos profissionais admitem que não vão procurar ajuda especializada.

Isso porque os médicos têm dificuldade de se reconhecerem como paciente. Treinados para cuidar do outro, eles não estão preparados para perceber que também precisam se cuidar. E a inversão de papéis se torna difícil.

8 de jul. de 2011

QUE TIPO DE MÉDICO VOCÊ QUER SER?

QUE TIPO DE MÉDICO VOCÊ QUER SER? 

Há 100 anos, a costureira, o sapateiro, o alfaiate e o carpinteiro eram profissionais autônomos. 
Em apenas 100 anos ( afinal, o que são 100 anos para a Hstória?), as rodas das engrenagens da história e a evolução das relações sociais e econômicas aprisionaram definitivamente estes profissionais como proletários assalariados.
Olhando desta perspectiva histórica, o médico é talvez o último dos Moicanos.
Na verdade, a luta que ora se trava, entre os médicos e os planos de saúde, desde a promulgação da Lei 9656, não é a luta dos planos de saúde contra os médicos.
Na verdade, o que está em jogo é o modo como o médico, como força de trabalho, está sendo convidado a ser, e será inserido, por bem ou por mal, dentro das relações econômicas da sociedade brasileira.
Poderosíssimas forças históricas do capitalismo nacional querem proletarizar ( essa é a palavra) uma categoria profissional orgulhosa de sí, culta e tradicionalmente liberal. Não será tarefa fácil para eles.Afinal, dizem por aí que o estudante de Medicina, depois o médico, são os bichos mais inteligentes da fauna brasileira. 
Os médicos constituem uma categoria que bebe diuturnamente na fonte da ciência e da tecnologia, que se mantém atualizada por seus próprios meios e iniciativas, independentemente, e até mesmo apesar do Estado, e que se orgulha, e sempre se orgulhou, de ser uma das maiores, senão a maior, vanguarda acadêmica e científica do nosso país.Que profissional cultua desde sempre a tradição de manter-se constantemente atualizado e estudando como o médico? E o médico faz isso por si só, pelo amor a sua profissão, e pelo amor ao seu semelhante, que é quem usufrui do seu conhecimento. O médico assina revistas científicas, assiste palestras, vai a simpósios, participa de congressos e colóquios, sempre apresentados por quem? Sim, por eles mesmos, pelos médicos! 
Na verdade, os médicos são uma espécie de formiguinhas, que, ao se encontrarem, sempre estão trocando informações, trocando idéias, trocando experiências, uns aprendendo com os outros, a melhor maneira de como tratar ou curar o nosso semelhante. Não é pouco.
Assim, colegas, tenhamos o foco real do que está em jogo.
Na verdade, só temos duas opções.
Ou nos manteremos como força de trabalho autômoma e liberal, que se mantém independente econômica e culturalmente do Estado e das forças donas do capital, ou seja, auto-mantida, instruída e constantemente atualizada por sua própria iniciativa e financiamento.
Ou, inexoravelmente, seremos cooptados pela cobiça do sistema econômico, como ocorreu com a quase totalidade dos trabalhadores do Brasil e do mundo, acima citados.
Qual a inserção econômica que o médico quer ter dentro da sociedade brasileira?
Ele quer ser um profissinal liberal autônomo, como tradicionalmente sempre foi?
Ele quer ser um sub-profissional, sem direitos trabalhistas, com relações econômicas precarizadas com aquele que gera riqueza pela exploração do seu trabalho, como ocorre dentro do sistema de saúde suplementar brasileiro atual?
Ou ele quer passar a ser um proletário típico, com carteira assinada, cartão ponto, férias, décimo terceiro, FGTS e aposentadoria?
O médico tem que ter consciência de que forças econômicas poderosíssimas foram criadas e estimuladas pelo ordenamento legal criado pela lei 9656, que foi totalmente desfavorável ao médico profissional liberal e autônomo.
Pelo andar da carruagem, duas categorias de médicos passarão a existir no Brasil, dentro de muito pouco tempo. 
De uma lado, uma massa de médicos, os médicos do SUS e dos planos de saúde, explorados, desatualizados, desmotivados, desprezados e desrespeitados pela população, pelos governos e pelas OPSs.Os sub-médicos.
De outro lado, os médicos em extinção, os herdeiros dos antigos esculápios, os verdadeiros descendetes dos velhos hipocráticos, os profissionais liberais autônomos, sempre atualizados, estudando, motivados, praticantes de uma Medicina moderna, carinhosa e humanista, e que não recebem salários nem remuneração monetária. Ponto. Eles recebem honra, eles recebem "honor", eles recebem "honorários", justos, dignos, uma retribuição, dada pela sociedade, que quer estimulá-los, que quer que eles continuem assim, sempre atualizados, em último grau, e por si mesmos. E mantendo com o doente a mesma relação mística e curadora que eles herdaram de seus velhos e honrados ancestrais, baseada na anamnese, no exame físico, e na análise de todos os dados clínicos e complementares, mas centrados numa lógica humanista, respeitosa e acolhedora.
Escolha amigo médico.
Que tipo de profissional você quer ser?
O prazo para essa escolha está se esgotando.
Ainda há tempo?

Vicente, CRM 12303, Moderador

5 de jul. de 2011

Médicos encaram vida e morte em pronto-socorro,
mesmo sob pressão e após longas jornadas


Na correria de um pronto-socorro, os médicos e enfermeiros de plantão precisam agir com rapidez e precisão, já que as vidas dos pacientes estão em suas mãos. Mas além do estresse e da pressão, esses profissionais também enfrentam suas precárias condições de trabalho: muitos deles fazem jornadas duplas e até triplas e encaram plantões de 24 horas, o que pode prejudicar o desempenho.



28 de jun. de 2011

Campanha salarial :Médicos 2011

ENVIE PARA TODOS OS MÉDICOS   QUE CONHECER  !!!
FENAM divulga piso salarial dos médicos para 2011
 
É de R$ 9.188,22 o piso salarial dos médicos em 2011, para uma jornada de 20 horas semanais de trabalho. O valor, que passou a vigorar em primeiro de janeiro, é resultado da atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - (INPC), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - (DIEESE), cujo índice acumulado em 2010 foi de 6,91%.
 
 

  
Prezados Colegas Médicos do Brasil
Tendo em vista o piso salarial da categoria, estabelecido legalmente pela entidade representativa máxima da categoria em território nacional, venho fazer um desabafo de um colega recem-egresso da residência médica e pedir-lhes uma breve reflexão:
 - Se ninguém recebe o valor do PISO SALARIAL,  é porque alguém aceitou trabalhar por valor inferior ao mesmo
 - Um Delegado de Polícia (Civil do DF ou Federal) tem salário inicial de 15.000,00 mensais
 - Um Promotor de Justiça inicia a carreira ganhando 16.000,00 por mês
 - Um Juiz de Direito não trabalha por menos de 20.000,00 de subsídio
 Todos esses profissionais acima estudam obrigatoriamente 5 anos de faculdade de Direito, não são obrigados a fazer residência médica, e recebem gratuitamente carro, secretária, material de escritório, sala, água, luz e telefone para exercerem suas atividades. Muitos deles tem motorista e celular funcional gratuitos, além de inúmeros outros benefícios, como aposentadoria integral, tempo reduzido de contribuição, regalias quanto a plano de saúde institucional, moradia subsidiada, etc....
Por que será que todas essas categorias tem tanto ? Em uma única palavra: UNIÃO !!!
A Policia Civil do DF tem os maiores salários do País, entretanto faz greve ou ameaça de greve todos os anos, sempre na época da sua data-base. Curiosamente, seu salário (ou subsídio, como preferem alguns), é rejustado religiosamente todo ano. Não por acaso, a cada 4 anos, um delegado é eleito Deputado Federal, e o mesmo tem como compromisso inadiável defender o reajuste (ou ataulização) anual da remuneração de sua categoria.
Recebi recentemente algumas propostas RIDÍCULAS de trabalho, as quais quero citar aos nobres colegas:
1) Proposta A: Clínica de especialidades médicas, com faturamento via PJ, sobre os quais a empresa me repassaria 40% e ficaria com 60% (supostamente para cobrir custos operacionais, de faturamento, impostos, publicidade, água, luz, telefone, secretárias, material de consumo, etc....)
2) Proposta B: Clínica Ortopédica com nome já consolidado na cidade: ofereceu-me a quantia líquida de R$ 18,00 (isso mesmo DEZOITO REAIS) por paciente, argumentando que o outro ortopedista que trabalha lá marca um paciente a cada 5 minutos, ou seja 12 pacientes por hora, pois já conhece os casos e a maioria vai só para retorno, atestados e relatórios. Sugeriram-me ganhar no volume, atendendo 60 pacientes num período de 5 horas, o que me renderia 1080,00 por turno. Informei-lhes de que não sou tão competente quanto o colega, e que para poder realizar uma boa anamnese, exame físico completo, registro adequado no prontuário, prescrição, solicitação de exames e explicações ao paciente gasto no mínimo 20 minutos por consulta, sendo o ideal um paciente a cada meia hora, o que me permitiria atender no máximo 10 pacientes por 5 horas (ganharia penas 180,00 por turno). Agradeci a oferta. Na minha opnião o que certamente me renderia tal situação seria: 60 pacientes insatisfeitos, que sairiam de lá procurando outro profissional que pudessem ouvi-lo e trata-los com o mínimo de decência. Para ganhar 18,00 a consulta ou 36,00 a hora ganho mais em ficar estudando para prestar um melhor atendimento aos que tiverem a oportunidade de serem atendidos por mim.
3) Proposta C: Clínica pertencente a um Plano de Saúde: Ofereceram-me R$ 20,00 por consulta, com horário livre a minha escolha, número de pacientes conforme minha capacidade de atendimento. Apesar de um pouco melhor que a anterior, acredito ainda ser absurda. Para lavar meu carro pago 20,00 por semana a um senhor que não estudou nem a 4ª série, para cortar meu cabelo pago 30,00 uma vez por mês a um amigo que apesar de muito competente, tem agenda lotada e demora 20 minutos em seu serviço.  Um prato de comida em restaurante do shopping, ou um combo sanduíche + fritas + bebida + sobremesa custa mais que 20,00. Para ter passada uma trouxa de roupa de 5 dias ou para uma faxina semanal em minha casa, pago 50,00 ( ou duas consultas e meia). Sem querer menosprezar ninguem, mas nenhum deles tem uma vida, uma função ou um órgão sob sua responsabilidade. Não tem que responder perante um juiz caso seu serviço não fique a contento, muito menos deverão pagar indenizações financeiras por insatisfação do cliente.
4) Uma empresa de Medicina do Trabalho solicitou curriculum e pretensão salarial. Enviei o meu e disse que o valor a ser pago era no mínimo o do PISO SALARIAL da FENAM. Curiosamente ainda não me retornaram. E sinceramente, não espero que retornem.
  
Se nossos colegas médicos se unissem, assim como fizeram os pediatras recentemente em Brasília, e NÃO ACEITASSEM trabalhar por valores vis, estariamos certamente dando muito menos plantões noturnos e nos finais de semana, trabalharíamos menos em locais com condições precárias, seriamos muito menos desrespeitados por profissionais de outras categorias. Enfim, cabe somente a nós,  MÉDICOS, termos a UNIÃO necessária para podermos 
   
Minha prosposta aos MÉDICOS DO BRASIL é de recusarmos QUALQUER OFERTA DE TRABALHO que não pague o PISO SALARIAL DA FENAM ou a tabela da CBHPM.
  
Isso equivale a R$ 9.188,22 por 20 horas semanais; ou R$18.376,44 para 40 horas semanais
Dividindo, tal valor corresponde a R$ 107,35/hora   ou seja : R$ 644,10 por turno de 6 horas; ou R$ 1288,20 por plantão de 12 horas
Considerando uma média de 2 consultas bem feitas por hora, daria R$53,68 por consulta, um valor mínimo condizente com a tabela CBHPM.
  
  
A princípio parece utópico, mas se esse email circular para todos os médicos do país e ninguem trabalhar por valor inferior, os empresários terão que aumentar os valores oferecidos, ou então terão que permitir que os próprios médicos faturem suas consultas diretamente, excluindo os intermediários ( que são quem realmente lucram com nosso trabalho).
  
Cabe ainda aos CRM´s e Sindicatos dos Médicos do Brasil fiscalizar a remuneração oferecida, não permitindo que tais valores incrivelmente reduzidos obriguem nossos colegas a ter que literalmente " tocar fichas" o que reduz o tempo de consulta, prejudica o exercício ético da medicina e aumenta a chance de erros por parte dos profissionais.

3 de mai. de 2011

Seriados médicos no ar

Seriados médicos no ar: "


Quando um médico/estudante de medicina está vendo tv, ele sempre acaba parando pra assistir um seriado médico (claro!). São muitos seriados famosos, alguns já fora do ar, como E.R. (conhecido como 'Plantão Médico' no Brasil) e outros ainda no auge da audiência, como House M.D. e Grey's Anatomy. A seguir, confira os seriados médicos que estão atualmente no ar!





House M.D.

Esse é o nosso favorito e acredito que da maioria também! A série é um drama centrado no médico Gregory House, um infectologista e nefrologista extremamente anti-ético, mas também genial! Dr. House e sua equipe lidam com desafios diagnósticos e a maioria dos episódios tem um caso clínico principal. A maneira como eles buscam o diagnóstico é interessante, mas muito longe da vida real: as hipóteses sempre são as mais incomuns, eles realizam inúmeros exames complementares e diversos tratamentos até chegar ao diagnóstico final: e House sempre alcança o diagnóstico através de uma epifania.

Onde assistir: 7ª temporada, Universal Channel, quintas-feiras às 22h





Mentes em Choque

Seriado novo que estreou na Fox há poucas semanas, tem como protagonista o médico Leon Robles, um psiquiatra em crise com a profissão. O seriado mostra os desafios do dia-a-dia de um hospital psiquiátrico.

Onde assistir: 1ª temporada, Fox, segundas-feiras às 22h











Royal Pains

O protagonista é Hank Lawson, um médico de emergência que vai passar férias nos Hamptons, lugar de gente rica e famosa. No final das contas ele acaba ficando como médico de lá e o seriado mostra esse lado 'pop' da medicina dos ricos.

Onde assistir: 2ª temporada, Sony, domingos às 14h





Scrubs

Começou como uma comédia de residentes, mas já com 9 temporadas, os residentes já viraram até professores! Não tem o rigor de querer parecer com a medicina da vida real, como os seriados House e Grey's Anatomy, mas serve para umas boas risadas.

Onde assitir: 9ª temporada, Sony, sextas-feiras às 23h





Body of Proof

Seriado novo da Sony que estreou há apenas uma semana, parece ser bem interessante por abordar uma área diferente dos demais: a medicina forense! Dra Megan Hunt era neurocirurgiã, mas após um trauma em acidente automobilístico não pode mais realizar cirurgias e acaba indo trabalhar com medicina forense. O seriado mostra como ela desvenda cada caso e aborda de forma muito interessante como diagnosticar através de vestígios nos corpos das vítimas!

Onde assistir: 1ª temporada, Sony, terças-feiras às 22h











Grey's Anatomy

O tema do seriado é o dia-a-dia dos residentes de cirurgia do Seattle Grace Hospital. Já na sua 7ª temporada, Grey's ficou famoso por ser meio 'novela': dramas, mortes e principalmente o troca-troca de casais! O seriado surpreende porque os episódios são muito dinâmicos e realistas!

Onde assistir: 7ª temporada, Sony, segundas-feiras às 22h





Private Practice

'Filho' de Grey's Anatomy, o seriado é centrado em Dra Addison, uma cirurgiã neonatal que saiu da vida hospitalar (de Grey's Anatomy) para morar na costa oeste e trabalhar numa clínica particular. Também aborda muito os dramas pessoais dos personagens, mas mostra de forma bem interessante a relação médico-paciente.

Onde assistir: 4ª temporada, Sony, segundas-feiras às 23h











fonte:http://www.mediconerd.com/2011/04/seriados-medicos-no-ar.html
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