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Autismo Salvador

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28 de dez. de 2010

A Natureza da Existência (The Nature of Existence) 2010

A Natureza da Existência (The Nature of Existence) 2010: "

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Sinopse: Qual é a pergunta mais importante que existe? Após explorar o fenômeno dos fãs de “Jornada nas Estrelas” no aclamado documentário TREKKIES, o diretor Roger Nygard parte para “A Natureza da Existência”, viajando pelo mundo à fonte das filosofias, religiões e sistemas de crenças mundiais, entrevistando líderes espirituais, estudiosos, cientistas, artistas e outros que influenciaram, inspiraram ou chocaram a humanidade. “Fiz uma lista com as 85 perguntas mais difíceis que eu pudesse imaginar”, disse Nygard, “começando com a maior de todas, por que existimos?. “Eis mais algumas perguntas que faço no filme: qual o propósito do homem? O que deu início ao Universo? Onde estava Deus durante o Holocausto? O que é a verdade? As pessoas devem transar antes do casamento? Qual a melhor forma de encontrar a felicidade? Onde fica o paraíso? De onde vêm as vozes da minha cabeça?” Como você as responderia? Qual viagem é mais importante que aquela que nos leva mais perto de encontrar o sentido de nossa existência?


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V Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde

V Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde: "A escolha do tema “O lugar das Ciências Sociais e Humanas no campo da Saúde Coletiva” para o V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, promovido pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) tem o sentido de sinalizar a abrangência e a contribuição destes campos para a área da Saúde Coletiva, por meio de seus objetos: conceitos, teorias, ensino e pesquisa.



As sociedades contemporâneas nos impulsionam à reflexão sobre as transformações sociais associadas ao aceleramento dos processos de individualização, em inéditos arranjos familiares e grupais, na intensificação da personificação do presente, no consumo, na produção sobre o corpo, nas novas tecnologias e modos de comunicação e nas redes de relacionamento desdobrados em sutis e sedutores controles sociais.



Queremos enfatizar que as Ciências Sociais contemporâneas prosseguem com suas análises sobre dispositivos sociais, tentando construir novas categorias analíticas que permitam aproximações com circulações de pessoas, diferenciações humanas, valores e escolhas afetivas, modos de viver e práticas cotidianas em um mundo profundamente desigual na política, no poder, na responsabilidade do Estado, nas políticas públicas, nos recursos materiais, ambientais e de direitos sociais, que, sobretudo, afetam a saúde em sua condição humanamente humana.



Trata-se também de refletir sobre a forma como as instituições de saúde “gerenciam” conflitos sociais, desigualdades, questões relacionadas à pobreza e à exclusão e riscos ambientais por meio de seus mecanismos de atuação.



Data de realização do evento: 17 a 20 abril 2011

Local: USP - Cidade Universitária - Butantã (SP)



Inscrições



Os Grupos Temáticos:

GT 1- Aspectos Éticos das Pesquisas em Ciências Sociais e Humanas

GT 2- A Política Brasileira de Atenção à Saúde Indígena: Percursos,

Desafios e Perspectivas

GT 3- Análise de Narrativa e Experiência de Saúde, Adoecimento e

Cuidado

GT 4- Ciências Sociais e Saúde em Perspectiva Histórica

GT 5- Corpo, Subjetividade e Saúde

GT 6- Etnografias nos Serviços de Saúde

GT 7- Família Contemporânea e Saúde: Sentidos, Relações e Práticas

Sócio-Sanitárias

GT 8- Gênero, Sexualidade e Saúde

GT 9- História da Saúde e das Doenças

GT 10-Humanidades e Humanização em Saúde

GT 11-Integralidade, Mediações Sociais e Justiça na Demanda por

Cuidado em Saúde

GT 12-Internet, Saúde e Sociedade

GT 13-Masculinidade, Saúde e Produção de Cuidado

GT 14-Movimentos Sociais e Educação Popular em Saúde

GT 15-Olhares Socioculturais Sobre as Enfermidades Crônicas

GT 16-Perspectivas Teóricas nos Estudos Sociais Sobre Ciência,

Tecnologia e Inovação em Saúde

GT 17-Práticas de Saúde, AIDS, Gênero e Discriminação

GT 18-Racionalidades Médicas e Práticas em Saúde

GT 19-Saberes e Práticas Biomédicas e a Produção de Identidade

GT 20-Sociologia do Campo da Análise de Políticas Públicas e de Saúde

no Brasil

GT 21-Violência de Gênero e Saúde



Você vai? Comente. Queremos saber.


27 de dez. de 2010

VALE A PENA SER MÉDICO

fim de ano..fica uma mensagem para aqueles que tem um sonho,e que ajudam varias pessoas a voltar ao mundo das alegrias.
Que a melhora de cada profissional possa refletir em boas condições na saúde do nosso país,com maior participação daqueles que realmente amam a profissão saúde nos ambientes de cuidados aos enfermos!!

Febre de Origem Indeterminada

Febre de Origem Indeterminada: "
Por Débora Alencar de Menezes
Estudante de Graduação em Medicina da UFPB

Resumo

Febre de Origem Indeterminada (FOI) é classicamente definida como a ocorrência de temperatura axilar maior que 38,3ºC, com pelo mínimo três semanas de evolução e diagnóstico incerto após uma semana de investigação hospitalar. Classifica-se em clássica, nosocomial, no neutropênico e no paciente infectado pelo HIV. Diagnósticos errôneos são frequentes diante de um paciente portador de FOI.
Palavras-chaves: Febre. Febre de Causa Desconhecida. Sinais e Sintomas.

A definição de Febre de Origem Obscura (FOO), ou febre de origem indeterminada (FOI), foi classicamente estabelecida por Petersdorf e Beeson, em 1961, como a febre caracterizada pela presença de temperatura axilar maior do que 38,3ºC (ou 101ºF), em várias ocasiões, pelo tempo mínimo de três semanas e com diagnóstico incerto após uma semana de investigação hospitalar. (PETERSDOR e BEENSON, 1996 apud KNOCKAERT, 2003).

Em 1991, Durak e Street, propuserem realizar uma distinção da FOI clássica da apresentada por pacientes hospitalizados, neutropênicos e portadores de vírus da imunodeficiência humana (HIV), a fim de direcionar o raciocínio clinico para causas de febre que são típicas de cada grupo.

Classificação: Definições de febre de origem indeterminada em diversos grupos

(1) FOI clássica: febre ≥ 37,8ºC em várias ocasiões com duração ≥ três semanas e ausência de diagnóstico após três dias de investigação hospitalar ou três consultas ambulatoriais.
(2) FOI nosocomial: pacientes internados com febre ≥ 37,8ºC em várias ocasiões na ausência de infecção ou doença incubada à admissão ausência de diagnóstico após três dias apesar de investigação adequada (incluindo pelo menos 48h de cultura microbiológica).
(3) FOI no paciente neutropênico: pacientes com contagem de neutrófilos inferior a 500mm³, febre ≥ 37,8ºC em várias ocasiões e ausência de diagnóstico após três dias apesar de investigação adequada (incluindo pelo menos 48h de cultura microbiológica).
(4) FOI associada à infecção pelo HIV: confirmada febre ≥ 37,8ºC em várias ocasiões duração ≥ quatro semanas (regime ambulatorial), ou ≥ três dias em pacientes internados ausência de diagnóstico após três dias apesar de investigação adequada (incluindo pelo menos 48h de cultura microbiológica).

A principal causa de febre de origem obscura são as infecções, seguidas pelas doenças neoplásicas e inflamatórias (LAMBERTUCCI, 2005; MOAWAD, 2010).

Dentre as doenças infecciosas, destacam-se abcessos, apendicite, colangite, tuberculose, meningococcemias, gonococcemias, endocardite, malária, toxoplasmose, salmonelose, leishmaniose e esquistossomose.

Em relação às neoplasias, a FOI está associado com as doenças malignas mais comuns, a exemplo da leucemia, dos linfomas e da doença de Hodgkin.

Dentre as etiologias inflamatórias, as colagenoses se destacam a exemplo do lupus eritematoso sistêmico, crioglobulinemias, arterite de células gigantes, granulomatose de Wegener e espondilite anquilosante.

Outras patologias elencadas como fatores causais da FOI são: febre causada por drogas, doença de Crohn, hipertireoidismo, tireoidite subaguda, colite ulcerativa e anemia hemolítica (ARNOW; FLAHERTY, 1997).

Na adequada abordagem do paciente com FOI é importante existir um bom relacionamento do médico com o paciente e com sua família, uma vez que, o quadro mantido de febre, mesmo com o uso de antitérmicos, produz grande ansiedade.

Lambertucci (2005) elencou alguns preceitos a serem seguidos na avaliação dos pacientes com febre de origem obscura:
- Certifique-se de que o paciente tem febre;
- O exame clínico deve ser sistematizado, minucioso e repetido;
-Exclua doenças potencialmente graves e tratáveis (tais como tuberculose, endocardite, colecistite, salmonelose e abcesso subfrênico);
- Exclua febre provocada por medicamentos ;
- Exclua imunodepressão subjacente;
-Procure trabalhar com exames complementares de qualidade;
- Pense sempre em associação de doenças Defina critérios para a indicação de terapêutica de prova e laparotomia exploradora;
- Esteja presente quando outros colegas forem chamados a opinar;
- Mantenha boa relação médico-paciente;
- Há um tempo para agir e um tempo para esperar .

A anamnese e o exame físico são imprescindíveis para o diagnóstico, devendo ser completos e repetidos periodicamente a fim de evitar diagnostico errôneo de febre de origem obscura.

É importante investigar hábitos de vida, rotina profissional, história familiar, uso de medicamentos ou tratamentos pregressos, patologias e intervenções cirúrgicas anteriores, assim como os aspectos psíquicos do paciente.

O exame físico deve incluir a curva térmica, o exame de fundo de olho, boca, orofaringe, dentes, região retal e anal. Os exames complementares são importantes para esclarecimento etiológico da FOI.

O rastreamento inicial envolve os seguintes exames listados, segundo Lambertucci (2005):
Hematologia e bioquímica sanguínea (hemograma e hematoscopia, velocidade de eritrossedimentação, pesquisa de hematozoários em gota espessa, transaminases, fosfatase alcalina (muito útil), bilirrubinas, eletroforese de proteínas, uréia e creatinina hormônios tireóideos: TSH e T4 livre), desidrogenase láctica), culturas (aeróbios, anaeróbios e BAAR), hemoculturas; culturas de urina e fezes; culturas de secreções corporais (escarro, lavado gástrico, derrame pleural, ascite, líquor, medula óssea); urina e fezes urina de rotina (elementos anormais e sedimentoscopia), exame parasitológico das fezes, pesquisa de sangue oculto nas fezes Sorologia antiestreptolisina O (ASLO) (febre reumática), fator antinúcleo (FAN), fator reumatóide, VDRL, FTA-abs (sífilis), imunofluorescência e ELISA para Trypanosoma cruzi, pesquisa de anti-VEB (mononucleose infecciosa), anticorpos antitoxoplasma (IgM e IgG), reações de aglutinação anti-Brucella e anti-Salmonella typhi, sorologia para calazar, anticorpos anti-citomegalovírus, anti-HIV (SIDA/AIDS), anti-VHB (anti-HBsAg, IgG e IgM anti-HBC), proteína C-reativa (PCR) quantitativa.
É bastante importante também realizar o teste cutâneo com derivado protéico purificado (PPD) para triagem de tuberculose, uma vez que ela é apontada como a principal causa infecciosa de febre de origem obscura. (LOPES, 2006; MOAWAD, 2010).

Outros procedimentos indicados são raios-X de tórax, considerando a possibilidade de realizar uma broncoscopia com lavado broncoalveolvar em caso de algum sinal ou sintoma pulmonar. Tomografia Computadorizada do tórax e abdome com contraste auxiliaria no diagnóstico de abscessos e neoplasias enquanto que um ecocardiograma seria útil para diagnosticar FOI desencadeada por endocardite, pericardite e mixoma atrial (HARRISON, 2008).

Procedimentos como cintigrafia com radionuclídeos podem identificar processos inflamatórios como sarcoidose, tireoidite e arterite de células gigantes (ARNOW; FLAHERTY, 1997).

A biópsia de linfonodos pode ser útil uma vez que eles são geralmente acometidos em doenças infecciosas e neoplásicas. Já as biópsias de fígado e da medula óssea são indicadas caso os exames realizados anteriormente mostrem-se inconclusivos e a febre permaneça.

Da mesma maneira, a laparotomia exploradora e a laparoscopia são indicadas apenas quando os demais métodos são ineficazes no diagnóstico etiológico da febre de origem obscura.

O tratamento do quadro depende do fator etiológico associado. Variáveis como idade, comorbidades e estado físico do paciente interferem na evolução e no prognóstico da febre de origem indeterminada.

Mesmo quando a causa da FOI não é identificada, o prognóstico é geralmente satisfatório e o tratamento é feito com antiinflamatórios não esteroidais, e até mesmo glicocorticóides em alguns casos.

Ainda mais importante que a terapêutica empírica é a instituição de uma assistência humanizada por parte do médico, uma vez que, a febre é considerada um sintoma bastante incômodo para os pacientes, causando-lhe transtornos físicos e psicológicos quando permanece por tempos prolongados. Atributo essencial para um atendimento adequado envolve paciência, compaixão, equidade e flexibilidade intelectual.

Referências
ARNOW, P.M.; FLAHERTY, J.P.; Fever of unknown origin. Lancet 350: 575–80, 1997.
FAUCI et al. Harrison: Medicina Interna 17ª Ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Interamericana do Brasil, 2008, v. 1, cap. 19
KNOCKAERT D. C.; VANDERSCHUEREN S.; BLOCKMANS D. Fever of unknown origin in adults: 40 years. Journal of Internal Medicine 253: 263–275, 2003.
LOPES, A. C. Tratado de Clínica Médica, 1ªed, São Paulo: Roca, 2006.
LAMBERTUCCI J.R.; ÁVILA R. E.; VOIETA, I. Febre de origem indeterminada em adultos Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 38 (6):507-513, 2005
MOAWAD, R. Fever of unknown origin: 98 cases. Saudi Arabia Annals Of Saudi Medicine, 30 (4): 289-294, 2010.

Imagem: Netter Images/Elsevier


fonte do artigo:http://semiologiamedica.blogspot.com/2010/12/febre-de-origem-indeterminada.html
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