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3 de nov. de 2011

Montes Claros : Capacitação APH móvel (SAMU192) e fixo (UPA24h)

Vídeos – Capacitação APH móvel (SAMU192) e fixo (UPA24h) « ConexaoMedica's Blog:

Vídeos – Capacitação APH móvel (SAMU192) e fixo (UPA24h)

Entrevistas realizadas com participantes. Unidades macro norte (Montes Claros MG), Curitiba PR e Campinas SP.

A cidade do norte de minas foi o primeiro centro a implantar esse modelo de educação continua em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz.Sendo referência para mais de 80 municípios , necessitando de grande equipe e rapidez devido a extensão territorial da área de abrangência.


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20 de set. de 2011

Gestores do Sul do país visitam a Rede de Urgências do Norte de Minas - Secretários de saúde paranaenses e catarinenses conheceram a organização do serviço de atendimento às urgências na região

Gestores do Sul do país visitam a Rede de Urgências do Norte de Minas - Secretários de saúde paranaenses e catarinenses conheceram a organização do serviço de atendimento às urgências na região:
Aprender com quem tem experiência. Foi assim que secretária de Saúde de Coronel Vivida/PR, Lisete Maria Traesel Engelmann, justificou a visita ao Samu Macronorte na última segunda-feira, 05/09. Por dois dias, gestores da saúde de 17 cidades do sudoeste do Paraná e extremo norte de Santa Catarina visitaram Montes Claros e Pirapora, no Norte de Minas, para conhecer a organização da Rede de Urgências e a forma como foram formalizados os critérios contábeis e a participação dos entes federados no processo de criação do consórcio intermunicipal de saúde que gerencia a rede, o Cisrun.

- Vamos nos reunir em assembléia, no dia 08 de outubro, para constituir um consórcio nos mesmos moldes na nossa região e vimos conhecer melhor como foi instituído o Cisrun e tentar aplicar essa experiência que está dando tão certo na criação da nossa rede de urgências. Ouvimos falar da experiência do Norte de Minas em vários eventos, no Ministério da Saúde, mas em nenhum deles foi possível ter uma idéia clara de como foi concebida a rede, na prática. Por isso, vimos beber na fonte - justifica a gestora que também integra a Comissão Condutora Estadual de Urgência e Emergência do Paraná.

Durante um dia inteiro, os gestores se reuniram com técnicos do Samu Macronorte onde esclareceram as dúvidas. Na reunião, os técnicos do Samu explicaram como rede foi organizada, como o consórcio público foi constituído, o papel do Comitê Gestor, órgão consultivo e observador da rede, a participação do governo do Estado na viabilização do serviço e a lógica do gerenciamento da Rede de Urgências Norte, que atrela economia de recursos à promoção de saúde de qualidade aos usuários do SUS.

- Já recebemos visita de vários estados brasileiros e até de outros países e percebemos que o que mais chama a atenção dos visitantes são a integração solidária dos municípios e a participação dos entes federados no custeio do serviço - observa Warmillon Fonseca Braga, presidente do Cisrun. A rede integra 86 municípios com população de cerca 1,6 milhão de habitantes e é custeada em 60% pelo governo do Estado, 30% pela União e 10% pelos municípios que contribuem com R$0,13 per capita.

- O envolvimento dos gestores municipais no processo facilita a correção tempestiva das inconformidades evitando que pontos da rede se desconectem e que ela se fragmente. Estamos numa região de grande vulnerabilidade social, longas distâncias entre os municípios e baixa densidade demográfica e é preciso manter a equipe técnica atenta para que cada município receba atenção de acordo com sua necessidade, observando suas especificidades - completa Warmillon.

O secretário de Saúde de Jupiá/SC, Alcir Luza, diz que tinha muitas dúvidas de como o processo poderia ser viabilizado, especialmente em relação ao custeio, mas viu que é possível, principalmente se contar com a participação do Estado, como acontece no Norte de Minas.

- Volto com uma bagagem de informações enorme para repassar, mas agora tenho a convicção de que é possível criar a rede em nossa região. Quando ouvia falar da experiência do Norte de Minas, uma região que não tem renda per capita adequada, talvez uma das mais pobres do país, não entendia como foi possível se tornar referência. Mas vindo conhecer pessoalmente pude entender. A experiência da Macronorte priorizou a qualificação profissional e a integração dos municípios. Somando com o apoio do Estado, chegou a esse resultado - analisa.

Já o que chamou a atenção de Marcos Antonio Loyola, secretário de Saúde de Clevelândia/PR, foi a forma como os recursos foram aplicados.

- É um serviço de excelência, respeitado no Brasil inteiro, numa estrutura simples, sem suntuosidade. Saio fascinado com a forma como o dinheiro público é bem gerido, com o respeito ao cidadão - avalia.

Na terça-feira, a comitiva seguiu para Pirapora, onde foi conhecer a utilização do Protocolo de Manchester na atenção primária, cujos resultados também são referência para o país.

27 de jun. de 2011

Acadêmicos buscam conhecimento prático no Samu do Norte de Minas

Acadêmicos buscam conhecimento prático no Samu do Norte de Minas: "
Durante o mês de junho, o Samu Macronorte está recebendo a visita de acadêmicos do curso de Farmácia das Faculdades Unidas do Norte de Minas (Funorte), que buscam conhecer o trabalho do farmacêutico no serviço de atendimento às urgências e emergências através do Samu. Os acadêmicos são recebidos pelo farmacêutico Márcio Souza Vasconcelos, responsável pela manutenção de fármacos nas 37 bases do Samu na região.
O grupo formado por 28 acadêmicos foi dividido em quatro equipes e cada equipe visita o Complexo Regulador Macrorregional em um dia. Durante a visita desta semana, Márcio Vasconcelos fez uma breve explanação sobre a regionalização do Samu-192, mostrando como o atendimento em rede ampliou o acesso aos serviços de urgência, mesmo nos pequenos municípios que dificilmente teriam condições de manter o serviço com recursos próprios, e o espaço de trabalho aberto pela Rede de Urgências Norte para os profissionais das diversas áreas, dentre eles, o farmacêutico.
“O farmacêutico é responsável pela aquisição, dispensação e distribuição dos medicamentos para bases. Utilizamos um software chamado Boa Ideia para fazer o gerenciamento do estoque. Com comunicação direta com todas as bases é possível saber onde está precisando de reposição”, explica. Segundo Márcio, o transporte do material de reposição para as bases é feito através do Sistema de Transporte em Saúde (SETS), que circula entre os municípios, otimizando o transporte e reduzindo custos.

FARMACÊUTICO NO SUS
Márcio observa que para o serviço do Samu ter resultado eficaz, é preciso que toda a Rede esteja integrada e seja resolutiva, desde a atenção primária até a alta complexidade. “O farmacêutico está inserido nesse processo, especialmente com a ampliação do programa Farmácia de Minas, cujas unidades possuem farmacêutico em tempo integral, oferecendo serviço de acompanhamento e aconselhamento aos usuários de medicamentos”, observa.
O programa Farmácia de Minas, realizado pela Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Superintendência de Assistência Farmacêutica, distribui, gratuitamente, diversos medicamentos para doenças mais simples até as doenças de alta complexidade. Atualmente já estão em funcionamento mais de 100 farmácias e cerca de 600 municípios estão credenciados para participar da Rede.
“No conceito do programa, a farmácia é reconhecida como estabelecimento de saúde e referência de serviços farmacêuticos para a população adscrita, o que representa um reconhecimento da importância do papel do farmacêutico e um avanço para nossa categoria profissional”, ressalta Márcio.

DESAFIO TENTADOR

Para Warmillon Fonseca Braga, presidente do Cisrun, consórcio público que gerencia o Samu do Norte de Minas, a visita dos acadêmicos é importante para que conheçam na prática a rotina do serviço para o qual estão se habilitando. “O Samu trabalha com profissionais altamente qualificados e se os futuros profissionais tiverem a oportunidade de conhecer os desafios desse trabalho ainda na fase acadêmica, certamente estarão mais bem preparados para o mercado de trabalho. Estas visitas são uma rotina no Samu e é com muita responsabilidade e consciência social que recebemos os estudantes”, salienta.
Acadêmico do sexto período de Farmácia, Hudson se diz surpreendido pela estrutura do Samu do Norte de Minas. “Não imaginava que tivesse uma estrutura tão organizada. Para trabalhar aqui, é preciso estar amplamente inserido no serviço, saber atuar em equipe e ter conhecimento multidisciplinar. É um desafio tentador”, avalia.
Para a acadêmica Gracieth Pereira Nascimento, a visita ao Samu lhe trouxe um novo parâmetro para a profissão. “Sempre imaginamos o Samu uma ambulância em estado de alerta, abrindo passagem no trânsito para socorrer um ferido. Mas conhecer o internamente a estrutura montada para que o trabalho do socorrista dê certo me fez entender o quão importante é o trabalho de cada profissional envolvido e a responsabilidade de cada um. O farmacêutico precisa realmente conhecer a interação medicamentosa e todos os aspectos da farmacologia para dar um suporte seguro à equipe de assistência”, pondera.
Ao final da visita, Thamires Gares Soares disse que sai mais motivada e com grande expectativa de trabalho. “Não tenho mais dúvida de que escolhi a profissão certa”, conclui.
Também participaram da visita os acadêmicos Delmo Tompsom Barreto Neto, Priscila Thaís Soares e Michely de Jesus Souza. Na próxima semana será a vez do segundo grupo.
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